quarta-feira, 18 de outubro de 2017

PREPARATIVOS PARA O MUTIRÃO


                                                         


"O MUTIRÃO TÁ CHEGANDO, GENTE!!!"






          A Equipe 2 (Nossa Senhora do Amor Divino) se reuniu no dia 16/10, segunda-feira, para preparar sua participação no MUTIRÃO do Setor Itaipava marcado para o próximo dia 22/10.

          Foi um momento, acima de tudo, de descontração, leveza, oração e muita alegria. Exatamente como deve ser o espírito do Mutirão  que envolve um bom número de casais e equipes, todos se ajudando mutuamente na partilha sobre a vida e de nossa caminhada para a santidade.

          Cremos, assim, que o dia do MUTIRÃO é, sem dúvida, direcionado pelo tema proposto, a culminância de todos os outros dias vividos pelos equipistas na alegria, nos desafios, nas lutas e nas dificuldades, capazes de enriquecer nossa partilha com os demais irmãos.

BOM MUTIRÃO A TODOS!!!


O PODEROSO FEZ EM MIM MARAVILHAS, E SANTO É O SEU NOME!

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

VOCÊS ACEITAM UM DESAFIO?


            Este é o título da interessantíssima matéria assinada por Vicélia e Magalhães,  CR Causa de Canonização do Padre Caffarel,  na Carta Mensal nº 510 (Setembro/2017), propondo-nos o seguinte desafio: Que tal falar do Padre Caffarel para alguém que ainda não o conhece?

            Então, além de não nos esquecermos da oração pela Causa de Canonização de nosso Sacerdote fundador do Movimento das ENS, somos convidados a este passo a mais em nossa vida de equipistas. O Casal Vicélia e Magalhães indica a possibilidade de irmos aos nossos familiares, amigos, colegas de trabalho, e tantos outros, inclusive aos religiosos e religiosas que ainda não conhecem a linda história e missão de Padre Caffarel.


            De nossa parte, queremos propagar esse desafio para todos que acessam o blog, recomendando a leitura a você, equipista, da matéria, na íntegra, do CR Causa de Canonização do Padre Caffarel na revista supramencionada, na página 08. 





ORAÇÃO PELA CANONIZAÇÃO DO SERVO DE DEUS PADRE HENRI CAFFAREL

Deus nosso Pai,
pusestes no fundo do coração de vosso servo Henri Caffarel
um impulso de amor que o ligava sem reservas a vosso
Filho e o inspirava a falar d'Ele.

Profeta para o nosso tempo,
ele mostrou a dignidade e a beleza da vocação de cada um,
conforme a palavra de Jesus dirigida a todos: "Vem e segue-me".
Ele tornou os esposos entusiastas da grandeza do Sacramento do
Matrimônio, que significa o mistério de unidade e de amor fecundo
entre Cristo e a Igreja.

Mostrou que sacerdotes e casais
são chamados a viver a vocação para o amor.
Orientou as viúvas: o amor mais forte que a morte.
Levado pelo Espírito,
conduziu muitos fiéis pelo caminho da oração.

Arrebatado por um fogo devorador, era habitado por Vós, Senhor.
Deus nosso Pai, pela intercessão de Nossa Senhora,
pedimos que apresseis o dia em que a Igreja
há de proclamar a santidade de sua vida,
para que todos encontrem a alegria de seguir Vosso Filho,
cada um segundo sua vocação no Espírito.

Deus nosso Pai, invocamos o Padre Caffarel para ... (especificar a graça a pedir)
Amém.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

HOMILIA DOMINICAL

28º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO A
(15/10/2017)

O BANQUETE E A SALVAÇÃO



          A Liturgia deste Domingo apresenta a salvação sob a imagem de um banquete, preparado por Deus, para todos os homens. Um grande anúncio de esperança e de alegria perpassa, do início ao fim, a Palavra de Deus ( Is 25,6 – 10; Fl4,12 – 20; Mt22, 1 – 14).

          Tanto no Antigo como no Novo Testamento, o banquete é símbolo da abundância, da vida, da felicidade.

          Jesus é o nosso Pastor e convida-nos de mil maneiras a segui-Lo, mas não quer obrigar-nos a acompanhá-Lo contra a nossa vontade. Nisto consiste o mistério do mal: os homens podem recusar esse convite.Jesus, em Mt 22,1-14, fala-nos dessa recusa.

          O Reino de Deus é comparado ao Banquete para uma festa de casamento. O Rei é Deus que organiza a festa de núpcias de seu Filho (Jesus). Todas as promessas de Deus encontraram seu cumprimento com a vinda de Jesus Cristo. Ele, dirá São Paulo, é o “Sim” de Deus a todas as suas promessas ( 2Cor 1, 19 – 20). Ele é o “Amém” por excelência ( Ap3, 14).

          Por que é chamado banquete de núpcias? Porque o banquete nupcial é o sinal por excelência da alegria, e a redenção operada por Cristo é “a grande alegria para todo o povo”.  Banquete de casamento, sobretudo, porque Jesus Cristo veio ao mundo para unir a si a humanidade numa maneira tão nova, tão íntima, a ponto de se poder falar de um matrimônio entre Ele e a Igreja ( Ef 5,25ss). Muitas vezes Jesus se comparou com um esposo. Ele chama a seus apóstolos “os amigos do esposo”, fala das almas fiéis como se fossem virgens que vão ao encontro do esposo; João, enfim, chama à Igreja “a Esposa do Cordeiro” ( Apocalipse) e Paulo chega a afirmar que o matrimônio dos cristãos é um grande mistério, uma realidade linda e profunda, exatamente porque tem por modelo o relacionamento esponsal que existe entre Cristo e sua Igreja ( Ef 5, 32s).

          A Esposa é a humanidade inteira… a própria Igreja…

        O Banquete representa a felicidade dos tempos messiânicos. Quem acolhe o convite experimenta profunda alegria… os Servos representam os profetas… os Apóstolos … e todos nós… os Convidados ao longo do caminho…  são os homens do mundo inteiro.

          Os Primeiros convidados não entram na festa: representam os líderes de Israel, preferem seus interesses. Eles, que eram os primeiros, passarão a ser os últimos; outros, os pagãos, tomarão seu lugar.

          Entre os novos convidados havia um que não estava trajado a rigor; um que se encontrava aí por acaso, cujos coração e sentimentos estavam longe: um oportunista, diríamos hoje, ou um parasita.
Amigo, como entraste aqui? Esta pergunta é dirigida a cada um de nós que nos encontramos na grande sala nupcial que é a Igreja, para o Banquete que é a Eucaristia. Obriga – nos a entrar em nós mesmos e a nos perguntar se não estamos também nós aqui sem a veste nupcial, se não estamos também nós com o coração ausente e a mente perdida atrás dos próprios trabalhos e negócios.
São Paulo dizia aos primeiros cristãos: Que cada um se examine a si mesmo e, assim, coma desse pão e beba desse cálice ( 1Cor11, 28).

          A imagem do Banquete é considerada em outros lugares da Sagrada Escritura como símbolo de intimidade e de salvação. “Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz, e me abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele e ele comigo”. (Ap. 3,20). Como é a nossa correspondência às mil chamadas que o Senhor nos faz chegar? Como é a nossa oração, que nos garante a intimidade com Deus?

        Rejeitar o convite de Deus é algo muito grave! Perante a salvação, bem absoluto, não há nenhuma desculpa que seja razoável: nem campos, nem negócios, nem saúde, nem bem-estar.
O Senhor quer que a sua casa fique cheia; a sua atitude é sempre salvadora: “Ide até as encruzilhadas dos caminhos e convidai para a festa todos os que encontrardes.Então os empregados saíram pelos caminhos e reuniram todos os que encontraram, maus e bons” (Mt 22 ,10). Ninguém é excluído da intimidade divina. Só fica de fora aquele que resiste ao amável convite do Senhor, insistentemente repetido.

          “Ide às encruzilhadas e convidai para a festa todos os que encontrardes”. São palavras dirigidas a nós, a todos os cristãos, pois a vontade salvífica  de Deus é universal; abarca todos os homens de todas as épocas. Cristo, no seu amor pelos homens, procura com paciência infinita a conversão de cada alma, chegando ao extremo de morrer na Cruz. Cada homem pode dizer de Jesus: “Ele me amou e se entregou por mim” (Gl. 2,20).

           Desta atitude salvadora do Mestre participamos todos os que desejamos ser seus discípulos. Os empregados saíram pelos caminhos e reuniram todos os que encontraram… Devemos empenhar-nos, com Cristo, na salvação de todas as almas. Não podemos desinteressar-nos de ninguém.

         Temos de sentir toda a urgência de levar as almas, uma a uma, até o Senhor. A mesma solicitude com que Cristo nos anima e conforta é a que devemos ter em relação àqueles com quem convivemos diariamente, seguindo o conselho de Santo Inácio de Antioquia: “Leva a todos sobre ti, como a ti te leva o Senhor”.

          Ninguém deve passar ao nosso lado sem que as nossas obras lhe falem de Deus.



Mons. José Maria Pereira
SCE da Região Rio II.




domingo, 8 de outubro de 2017

O auxílio mútuo na oração.

          A oração é um dos pilares do Movimento das Equipes de Nossa Senhora.

         Dispõe o Guia das ENS que: “...Os membros das Equipes de Nossa Senhora rezam juntos, uns com os outros, e também uns pelos outros, com alegria e confiança".

        Nas fotos, hoje pela manhã, na presença do Senhor Jesus, os integrantes da Equipe 07 (Nossa Senhora de Fátima) deram vida a esta orientação do documento.

   


sábado, 7 de outubro de 2017

Eleição do CRE - "FAÇAM A ESCOLHA ILUMINADOS PELA FÉ"


     Mais uma vez as Equipes irão fazer a escolha do seu Casal Responsável. Afinal, na tradição equipista, encontramos duas idéias importantes: as responsabilidades são temporárias e todos devem estar disponíveis para assumir essas responsabilidades. Parece-me que seja raro algum casal se manter agarrado a uma responsabilidade. Talvez mais comum seja a tentação da fuga.

    É tão fácil encontrar um pretexto: não temos jeito, não temos tempo, fomos responsáveis há pouco tempo, agora estamos numa fase meio difícil, nossa espiritualidade anda em baixa. Aproveitando mais ou menos a idéia de um antigo escritor (se não me engano, Santo Agostinho) temos de dizer para nós e para todos na Equipe: “Se não tem jeito, arranje jeito; se não tem tempo, arranje tempo; se a espiritualidade está em baixa, levante-a; se os tempos estão difíceis, pensa mais em Deus e nos outros; se foi responsável há pouco tempo, vai mandar Deus voltar mais tarde?”

     Para o casal essa é sempre uma oportunidade de renovação, de vivência mais profunda, de dedicação maior. Sem dizer que é uma oportunidade ótima para conhecer mais o Movimento, participar de encontros de formação, assumir a co-responsabilidade no Colegiado, ampliar os contatos fraternos também fora da Equipe. Ah, sim, é claro. É também uma ótima ocasião para dar um pouco, depois de ter recebido tanto, desenvolver a capacidade de compreensão e diálogo, crescer tendo de tentar fazer os outros crescer. Não perca a oportunidade por preguiçosa, falta de coragem disfarçada, de modéstia.

     E mesmo a Equipe, não pode perder a oportunidade oferecida pela escolha do Casal Responsável. Podem começar fazendo uma revisão da vida da Equipe: Quais são as falhas que precisam ser corrigidas? Quais são os pontos positivos que precisam ser desenvolvidos? Qual o casal mais indicado para isso? Não procurem o mais desocupado, nem o mais tolerante, nem o mais manso, nem o mais inodoro. Procurem quem os possa desafiar, trazer idéias novas, esporear, animar. Não procurem um casal santo demais - porque não o acharão, ou não o suportarão – nem imaginem que a função do Casal Responsável seja posto de recuperação para casais em crise, ou prêmio de consolação para desiludidos.

     Façam a escolha iluminados pela fé, movidos pelo amor, na esperança certa de quem confia que Deus nos salva e santifica através de nossos irmãos e irmãs. E não façam do Casal Responsável cabide de responsabilidade que são de toda a Equipe.

     Deus ajude nossas Equipes e os novos Casais Responsáveis.


Padre Flávio Cavalca de Castro.
 
* Padre redentorista, mestre e doutor em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, foi Diretor do ITESP e da Editora Santuário. Autor de inúmeras obras escritas e de outras formas de arte ou ciência. É Sacerdote Conselheiro Espiritual e um dos maiores incentivadores das Equipes de Nossa Senhora.




MUTIRÃO



ATENÇÃO CASAIS EQUIPISTAS !!!


Se liguem no CONVITE do nosso 

Casal Responsável de Setor Itaipava. 








 
PROVÍNCIA LESTE
REGIÃO RIO II
SETOR ITAIPAVA





Queridos Casais Equipistas,

         Temos o prazer de convidá-los para o Mutirão 2017, que tem como tema a "Vida no Movimento".

Auxiliar a nossa formação cristã. O Movimento oferece aos equipistas diversos instrumentos, entre os quais se acha o “Mutirão”, isto é, atividade que objetiva, especificamente, desenvolver o conhecimento mais profundo e sistematizado das ENS, de suas origens, de seu carisma e da sua pedagogia. (Manual da Formação - pg.9)

LOCAL: Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - Araras
HORÁRIO: 8:00
DATA: 22/10/2017.

* Cada Equipe desenvolverá um Tema.
* Forma de desenvolvimento: Livre
* Tempo por equipe: 15min.

          Faremos um café da manhã, assim cada casal deverá levar algo para partilhar.

ESPERAMOS POR VOCÊS!
Paulane e Roney - CRS Itaipava
                                 

HOMILIA DOMINICAL

XXVII DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO A


A Vinha: Frutos e Missão




     O Profeta Isaías (Is 5, 1-7) mostra como Deus manifestou o seu amor, os seus cuidados pela vinha, por Israel, o povo eleito e a falta de correspondência a esse amor. Descreve Israel como uma plantação de Deus, tratada com todos os cuidados possíveis: “Vou cantar para o meu amado o cântico da vinha de um amigo meu: um amigo meu possuía uma vinha em fértil encosta. Cercou-a, limpou-a de pedras, plantou videiras escolhidas, edificou uma torre no meio e construiu um lagar: esperava que ela produzisse uvas boas, mas produziu uvas azedas. O que poderia eu ter feito a mais por minha vinha e não fiz?” ( Is 5, 1-4 ).

      A Palestina era um lugar rico em vinhedos, e os Profetas recorreram com frequência a essa imagem, tão conhecida por todos, para falar do Povo eleito. Israel era a vinha de Deus, a obra do Senhor, a alegria do seu coração. O próprio Senhor, como se lê em Mt 21, 33-43, referindo-se ao Profeta Isaías, revela-nos a paciência de Deus, que manda os seus mensageiros, um após outro, em busca de frutos. Por fim, envia o seu Filho amado, o próprio Jesus, que os vinhateiros acabarão por matar: “E, lançando- lhe as mãos, puseram-no fora da vinha e mataram-no.” É uma referência clara à crucifixão, que teve lugar fora dos muros de Jerusalém.

      Historicamente ou literalmente, a vinha descreve o povo hebreu, que não correspondeu aos cuidados divinos; mas é também a Igreja, bem como cada um de nós: “Cristo é a verdadeira videira, que dá vida e fecundidade aos ramos, quer dizer, a nós que pela Igreja permanecemos nEle e sem Ele nada podemos fazer” (Jo 15, 1-5). A história é evocada pelo Salmo 79 (80). É uma alusão clara ao destino do povo de Israel: tendo recusado os profetas e maltratado “o Filho”, ele vai ser disperso e o herdeiro das promessas será outo povo.

     Meditemos hoje se o Senhor pode encontrar frutos abundantes na nossa vida; abundantes porque é muito o que nos foi dado. Frutos de caridade, de trabalho bem feito, de apostolado com os amigos e familiares; jaculatórias, atos de amor de Deus e de desagravo ao longo do dia, ações de graças, contrariedades acolhidas com paz, pequenos sacrifícios praticados discretamente e com toda a naturalidade. Examinemos também se, ao mesmo tempo, não produzimos essas uvas amargas que são os pecados, a tibieza, a mediocridade espiritual, a desordem, as faltas de que não pedimos perdão ao Senhor…

        A Vinha foi cercada, fez nela um lagar… A cerca, o lagar e a torre significam que Deus não economizou nada para cultivar e embelezar a sua vinha.

      Esperava uvas boas e produziu uvas azedas. O pecado é o fruto amargo das nossas vidas. A experiência das fraquezas pessoais ressalta com demasiada evidência na história da humanidade e na de cada homem. “Ninguém se vê inteiramente livre da sua fraqueza, solidão ou servidão. Antes pelo contrário, todos precisam de Cristo modelo, mestre, libertador, salvador e vivificador” (Ad Gentes, 8). Os nossos pecados estão inteiramente relacionados com essa morte do Filho amado, de Jesus.

     Para produzirmos os frutos de vida que Deus espera diariamente de cada um de nós, temos em primeiro lugar de pedir ao Senhor e fomentar uma santa aversão por todas as faltas – mesmo veniais- que ofendem a Deus. Os descuidos na caridade, os juízos negativos sobre esta ou aquela pessoa, as impaciências, os agravos não esquecidos, a dispersão dos sentidos internos e externos, o trabalho mal feito…, “ fazem muito mal à alma. Por isso, diz o Senhor no Cântico dos Cânticos: caçai as pequenas raposas que destroem a vinha” (Caminho, 329).

      É necessário que nos empenhemos continuamente em afastar tudo aquilo que não é grato ao Senhor. A alma que detesta o pecado venial deliberado, pouco a pouco vai crescendo em delicadeza e em finura no trato com o Mestre.

     São Paulo (Fl 4, 6-9) lembra que na nossa fraqueza é preciso que nos apoiemos na oração. Devemos pedir a graça da fidelidade para que possamos dar muitos frutos, guardando nossos corações e pensamentos, em Cristo Jesus.

     Somos todos nós, membros do Povo de Deus, a Igreja, que tem a missão de produzir seus frutos, para não frustrar as esperanças do Senhor na hora da colheita.

    Que frutos estamos produzindo para a realidade do Reino de Deus? Nesse Mês Missionário, somos convidados a renovar com Deus a Aliança. Se hoje não somos missionários, não é esse um sinal de que estamos sendo maus vinhateiros?

     O povo a quem foi confiado o Reino somos nós, cristãos, que formamos a Igreja. Nós somos agora, em sentido especial, a vinha de Deus.

     “Ao chamar os seus para que O sigam, Jesus lhes dá uma missão precisa: anunciar o Evangelho do Reino a todas as nações (cf. Mt 28, 19 ; Lc 24, 46-48). Por isso, todo discípulo é missionário, pois Jesus o faz partícipe de sua missão, ao mesmo tempo que o vincula como amigo e irmão. Cumprir essa missão não é tarefa opcional, mas parte integrante da identidade cristã, porque é a extensão testemunhal da Vocação mesma” (Aparecida, 144).

      Interessa que permaneça a fé em Jesus Cristo, a aceitação de sua Palavra. Se esta faltar como videira, somos rejeitados, somos galhos secos.

       A Palavra de Deus é ainda mais séria se aplicada a cada um de nós. Deus nos deu tudo. Plantou – nos na Igreja, enxertados em Jesus Cristo no Batismo, podou – nos e nos alimentou. Agora, tem direito de vir pedir os frutos. E vem, com efeito, também se nós não percebemos suas visitas. Vem como o dono vinha procurar figos em sua árvore e não encontrava senão folhas. Todo ramo que não der fruto em mim, ele o cortará; e podará todo o que der fruto, para que produza mais fruto ( Jo 15, 1- 2 ).

       A Palavra de Deus se nos apresenta hoje feita espada que penetra em nós e nos obriga a tomar posição, coloca – nos em estado de ter de decidir. O que queremos ser? Um ramo unido a Cristo, à sua Palavra, a seus sacramentos, em estado de crescimento (e, por isso, de conversão), ou um ramo estéril, coberto somente de folhas, isto é, um cristão de palavras, não de fatos?

       Voltemos a nos unir à videira! A Eucaristia nos oferece a possibilidade de reativar em nós o nosso Batismo e a circulação daquela seiva que vem da videira.

      Nesta perspectiva consideremos e meditemos nas palavras de S. Paulo: “Irmãos ocupai-vos com tudo o que é verdadeiro, respeitável, justo, puro, amável, honroso, tudo o que é virtude ou de qualquer modo mereça louvor; é o que deveis ter no pensamento” (Fl. 4,8).


Monsenhor José Maria Pereira
SCE  Região Rio II