sábado, 7 de julho de 2018

HOMILIA DOMINICAL


XIV DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO B
(08/07/2018)

Basta-te a Minha Graça!



     O Evangelho (Mc 6,1-6) mostra o ministério de Jesus junto às multidões. Em vez da adesão, obtém a rejeição em sua terra natal. Nazaré era a sua casa, a sua pátria, onde viviam os seus parentes e Ele era bem conhecido. E foi rejeitado! Cheios de incredulidade dizem os nazarenos: “Não é Ele o carpinteiro, filho de Mar?" E ficaram escandalizados por causa dele” (Mc 6, 3). Um orgulho secreto, baixo, mesquinho, impede-os de admitir que um como eles, criado à vista de todos e de profissão humilde, possa ser um profeta, e nada mais nada menos que o Messias, o Filho de Deus.

   Este fato é compreensível, porque a familiaridade a nível humano torna difícil ir além e abrir – se à dimensão divina. Eles têm  dificuldade de acreditar que este Filho de um carpinteiro seja Filho de Deus. O próprio Jesus dá como exemplo a experiência dos profetas de Israel, que precisamente na sua pátria tinham sido objeto de desprezo, e identifica – se com eles.

   Devido a este fechamento espiritual, Jesus não pôde realizar em Nazaré “milagre algum. Apenas curou alguns enfermos, impondo – lhes as mãos” ( Mc 6, 5 ). Com efeito, os milagres de Cristo não são uma exibição de poder, mas sinais de amor de Deus, que se realiza onde encontra a fé do homem na reciprocidade. Escreve Orígines: “Do mesmo modo que para os corpos existe uma atração natural da parte de uns para com os outros, como o ferro atrai o ímã... também tal fé exerce uma atração sobre o poder divino” ( Comentário ao Evangelho de Mateus 10, 19 ).

   E Jesus não fez ali milagres: não porque Lhe faltasse poder, mas como castigo da incredulidade dos seus concidadãos. Deus quer que o homem use da graça oferecida, de sorte que, ao cooperar com ela, se disponha a receber novas graças. É o que expressa Santo Agostinho: “Deus que te criou sem ti, não te salvará sem ti.”

    O que aconteceu em Nazaré pode acontecer também hoje na Igreja e com cada um de nós. É a falta de fé, incapaz de lançar uma luz superior sobre as pessoas e os acontecimentos. Foi com esses olhos da fé que S. Paulo encarava o seu ministério apostólico (2 Cor 12, 7-10). Sentia em si a fraqueza, o pecado. Recebeu, porém, de Deus uma resposta: “Basta-te a minha graça, pois é na fraqueza que a força se manifesta”. Ao contar com a ajuda de Deus, tornava-se mais forte e isso fez que Paulo exclamasse: “Eis porque eu me comprazo nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições e nas angústias sofridas por amor a Cristo. Pois, quando eu me sinto fraco, é então que sou forte” (2 Cor 12, 10). Na nossa fraqueza, experimentamos constantemente a necessidade de recorrer a Deus e à fortaleza que nos vem dele. Quantas vezes o Senhor nos terá dito na intimidade do nosso coração: Basta-te a minha graça, tens a minha ajuda para venceres nas provas e dificuldades!

    Por outro lado, as próprias dificuldades e fraquezas podem converte-se num bem maior. São Tomás de Aquino explica que Deus pode permitir algumas vezes certos males de ordem moral ou física para obter bens maiores ou mais necessários. O Senhor nunca nos abandonará no meio das provocações. A nossa própria debilidade ajuda-nos a confiar mais, a procurar com maior presteza o refúgio divino, a pedir mais forças, a ser mais humildes: “Senhor, não te fies de mim! Eu, sim, é que me fio de Ti. E ao vislumbrarmos na nossa alma o amor, a compaixão, a ternura com que Cristo Jesus nos olha – porque Ele não nos abandona -, compreenderemos em toda a sua profundidade as palavras de Apóstolo: “… a força se manifesta na fraqueza! (2 Cor 12, 9); com fé no Senhor, apesar das nossas misérias, seremos fiéis ao nosso Pai – Deus, e o poder divino brilhará, sustentando-nos no meio da nossa fraqueza” (São Josemaria Escriva, Amigos de Deus, nº 194).

    Basta-te a minha graça. São palavras que o Senhor dirige hoje a cada um de nós para que nos enchamos de fortaleza ante as provas que tenhamos pela frente.

   Quando a tentação, os contratempos ou o cansaço se tornarem maiores, o demônio tratará de insinuar-nos a desconfiança, o desânimo, o descaminho. Por isso, devemos hoje aprender a lição que São Paulo nos dá: nessas situações, Cristo está especialmente presente com a sua ajuda; basta que recorramos a Ele.


Mas, ao mesmo tempo, o Senhor pede que estejamos prevenidos contra a tentação e que lancemos mão dos meios ao nosso alcance para vencê-la: a oração e a mortificação voluntária; a fuga das ocasiões de pecado, pois “aquele que ama o perigo nele perecerá!" (Eclo 3, 27); exercer com dedicação o trabalho, pelo cumprimento exemplar dos deveres profissionais; horror a todo o pecado, por pequeno que possa parecer; e, sobretudo, o esforço por crescer no amor a Cristo e a Nossa Senhora.


   Podemos tirar muito proveito das provas, tribulações e tentações, pois nelas demonstramos ao Senhor que precisamos dEle e o amamos.

   Quanto maior for a resistência do ambiente ou das nossas próprias fraquezas, mais ajudas e graças Deus nos dará. Pois, assim a tentação nos conduzirá à oração, à união com Deus e com Cristo: não será uma perda, mais um lucro; “sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8, 28).

   Quanto maior for a resistência do ambiente ou das nossas próprias fraquezas, mais ajudas e graças Deus nos dará. E a nossa Mãe do Céu estará sempre muito perto de nós nesses momentos de maior necessidade: não deixemos de recorrer à sua proteção maternal.

   Aprendamos de Maria, nossa Mãe na fé, a reconhecer na humanidade de Cristo a perfeita Revelação de Deus.

MONSENHOR JOSÉ MARIA PEREIRA
SCE REGIÃO RIO II

terça-feira, 3 de julho de 2018

EXPANSÃO PARA TRÊS RIOS



"...e vós, lançai as redes para a pesca..." 
Lc 5,4b


    
Há alguns anos, ouvi de um equipista que o Movimento das Equipes de Nossa Senhora fazia tão bem ao seu matrimônio que considerava um pecado não apresentar a outros casais as suas maravilhas.
"Os equipistas querem que outros casais conheçam o Movimento porque estão persuadidos de que ele pode ajudar muitos casais, nos dias de hoje, a descobrir e seguir o Cristo." (Guia das Equipes de Nossa Senhora, pág. 42.)

O Setor Itaipava, de forma coordenada, organizada e estruturada no rigor do que nos pedem os documentos das ENS, iniciou a expansão do Movimento, na cidade de Três Rios, RJ, com dois grupos com sete casais de experiência comunitária.
Tudo começou de um anseio dos casais daquela cidade em conhecer e participar do Movimento das ENS. Tal anseio teve o acolhimento do CRR RIO II, Janete e Marco Antônio, que realizou uma reunião de informação explicando aos casais a proposta, os objetivos e métodos em reunião na Paróquia de Santa Luzia, região central de Três Rios.




                Registramos, nesta oportunidade, as atividades do dia 1º de julho de 2018, com a reunião dos casais com seus respectivos Casais Coordenadores da Experiência Comunitária, Adriana e Ivandro, Roseli e Aguinaldo, fazendo-se presente, desta vez, o CRS Itaipava, Paulane e Roney, que, ao final da Missa na Paróquia de Santa Luzia, apresentaram à comunidade entrerriense a proposta do Movimento, testemunhando a alegria de ser equipista.

Vejam mais fotos! 












sábado, 30 de junho de 2018

REUNIÃO DO COLEGIADO DA PROVÍNCIA LESTE


REUNIÃO DO COLEGIADO DA PROVÍNCIA LESTE






         Ocorreu nos dias 16 e 17 de junho a reunião do Colegiado da Província Leste, cujo CRP é Leila e Fernando. O encontro se deu na cidade de Petrópolis, sendo o colegiado acolhido pelo CRR Rio II, Janete e Marco Antônio.  


         A Província Leste abrange as Regiões de equipes dos estados do Rio de Janeiro, do Espírito Santo e de Minas Gerais. 
      
        E qual é o papel das PROVÍNCIAS no Movimento das Equipes de Nossa Senhora?

       Abaixo, reproduzimos alguns textos extraídos do Manual das ENS para conhecermos um pouco mais sobre esse tema.


    Uma equipe não pode viver isolada. Ela funciona, em primeiro lugar, graças ao engajamento de seus membros e, depois, porque ela é ajudada e nutrida pelo Movimento com o qual vive em comunhão.

         O Movimento das Equipes de Nossa Senhora possui uma organização destinada a coordenar, animar, apoiar, servie e manter a unidade. Essa unidade é constituída e formada pelo desejo de progredir juntos na fidelidade ao espírito e aos métodos.

     Uma Província engloba algumas ou várias Regiões. No Brasil as Regiões foram agrupadas em oito Províncias, cada uma sob a responsabilidade de um casal denominado Casal Responsável de Província que também possui uma equipe de trabalho que é constituída pelos Casais Responsáveis de Região além do Sacerdote Conselheiro Espiritual. O Casal Responsável de Província é escolhido depois de um discernimento dentro da Equipe da Província para exercer o serviço durante cinco anos.



Veja mais fotos da reunião...














O Poderoso fez em mim maravilhas e santo é o seu nome!!!



HOMILIA DOMINICAL


SOLENIDADE DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO

DUAS COLUNAS DA IGREJA





    
 Celebramos hoje a festa de dois Apóstolos, colunas da Igreja: São Pedro e São Paulo. Duas figuras tão diferentes, que,  no entanto, se uniram no testemunho de Cristo até à morte. Pedro é objeto de uma atenção especial por parte de Cristo. Homem corajoso e decidido, que confessa sua fé em Cristo, está disposto a acompanhá-Lo em sua paixão, caminha sobre as águas, quer defender o seu Mestre, mas ao mesmo tempo tão frágil a ponto de trair o seu Mestre, negando conhecê-Lo por três vezes. Mas é sobre esta fragilidade fundamentada na fé que Cristo quer edificar a Sua Igreja.

  A festa dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo é ao mesmo tempo uma grata memória das grandes testemunhas de Jesus Cristo e uma solene confissão em favor da Igreja uma, santa, católica e apostólica. É antes de tudo uma festa da catolicidade.

  Em Roma, à frente da Basílica de São Pedro, estão colocadas duas estátuas imponentes dos Apóstolos Pedro e Paulo, facilmente identificáveis pelas respectivas prerrogativas: as chaves na mão de Pedro e a espada na mão de Paulo. Desde sempre a tradição cristã tem considerado São Pedro e São Paulo inseparáveis: na verdade, juntos, representam todo o Evangelho de Cristo. Eles são chamados colunas da Igreja nascente. Testemunhas insignes da fé, dilataram o Reino de Deus com os seus diversos dons e, a exemplo do Mestre divino, selaram com o sangue a sua pregação evangélica. O seu martírio é sinal de unidade da Igreja, como diz Santo Agostinho: “Um único dia é consagrado à festa dos dois Apóstolos. Mas também eles eram um só. Não obstante tenham sido martirizados em dias diferentes, eram um só. Pedro precedeu, Paulo seguiu” ( Disc. 295, 8: PL 38, 1352 ).

  No  Evangelho ( Mt 16, 13 – 19 ),  Jesus pergunta aos seus: “E vós, quem dizeis que Eu sou? Respondeu Simão Pedro:  Tu és o Cristo de Deus vivo”. Mal pronunciou estas palavras, Cristo prometeu-lhe solenemente o primado sobre toda a Igreja. Em resposta, o Senhor revela-lhe a missão que pretende confiar-lhe, ou seja, a de ser a “pedra”, a “rocha”, o fundamento visível sobre o qual está construído todo o edifício espiritual da Igreja (cf. Mt 16, 16 – 19 ). Mas, de que modo Pedro é a rocha? Como deve realizar esta prerrogativa, que naturalmente não recebeu para si mesmo? A narração do evangelista Mateus começa por nos dizer que o reconhecimento da identidade de Jesus, proferido por Simão, em nome dos Doze, não provém “da carne e do sangue”, isto é, das suas capacidades humanas, mas de uma revelação especial de Deus Pai.

 O primado de Pedro e de seus sucessores está claro no Evangelho (cf.  Jo 21, 15). Pedro exerceu este primado, como encontramos nos Atos dos Apóstolos (At. 1, 15; 2, 14; 3, 6; 10, 1; 9, 32; 15, 7-2). Pedro foi bispo de Roma, onde foi sepultado. Santo Inácio de Antioquia refere-se à Igreja de Roma como a “que preside a aliança do amor.”

 Santo Irineu de Lião fala da “Igreja romana, a mais antiga, a maior, a conhecida de todos, fundada pelos gloriosos apóstolos Pedro e Paulo” com a qual todas as outras, em virtude de sua posição de prioridade devem estar de acordo.

 O Papa é o representante de Cristo na terra (seu vigário), o fundamento da unidade da Igreja.

 A ordem de Jesus foi: “Apascenta os meus cordeiros… apascenta as minhas ovelhas!” (Jo. 21, 15-17). Era a investidura no supremo poder! A Igreja sem o Papa seria um barco sem timoneiro!

 Jesus quis fundar a sua Igreja tendo Pedro e seus sucessores à frente dela. Em dois mil anos de Cristianismo, até hoje, Pedro teve 266 sucessores! Pedro, Lino, Cleto, Clemente… João Paulo II, Bento XVI, Francisco. Podemos dizer, ontem Pedro, hoje Francisco. Agradeçamos a Deus por pertencermos à Igreja fundada por Cristo que é “Una, Santa, Católica e Apostólica, edificada por Jesus Cristo, sociedade visível instituída com órgãos hierárquicos e comunidade espiritualsimultaneamente (…); fundada sobre os Apóstolos e transmitindo de geração em geração a sua palavra sempre viva e os seus poderes de Pastores no Sucessor de Pedro e nos Bispos em comunhão com ele; perpetuamente assistida pelo Espírito Santo” (Paulo VI, Credo do Povo de Deus).

 Dizia São JosemariaEscrivá: “O amor ao Romano Pontífice há de ser em nós uma bela paixão, porque nele vemos Cristo.

 Também S. Paulo é hoje apresentado na cadeia (2 Tm. 4, 6-8. 17-18), na sua última prisão que terminará com o seu martírio. O Apóstolo está consciente da sua situação; porém, as suas palavras não revelam amargura, mas a serena satisfação de ter gasto a sua vida pelo Evangelho: “aproxima-se o momento de minha partida. Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé. Agora está reservada para mim a coroa da justiça…”.

A iconografia tradicional apresenta São Paulo com a espada, e sabemos que esta representa o instrumento do seu martírio. Mas, repassando os escritos do Apóstolo dos Gentios, descobrimos que a imagem da espada se refere a toda a sua missão de evangelizador. Por exemplo, quando já sentia aproximar –se a morte, escreve a Timóteo: “Combati o bom combate” ( 2Tm 4, 7 ); aqui não se trata seguramente do combate de um comandante, mas daquele de um arauto da Palavra de Deus, fiel a Cristo e à sua Igreja, por quem se consumiu totalmente. Por isso mesmo, o Senhor lhe deu a coroa de glória e colocou – o, juntamente com Pedro, como coluna no edifício espiritual da Igreja.

 “Escolheu-nos antes da constituição do mundo” (Ef 1, 4). E continua São Paulo: “chamou-nos com vocação santa, não em virtude das nossas obras, mas em virtude do seu desígnio” (2 Tm. 1, 9).

 A vocação é um dom que Deus preparou desde toda a eternidade. Todos nós recebemos, de diversas maneiras, uma chamada concreta para servir o Senhor. E ao longo da vida chegam-nos novos convites para segui-Lo, e temos de ser generosos com Ele em cada encontro. Temos de saber perguntar a Jesus na intimidade da oração, como São Paulo: "Que devo fazer, Senhor?, que queres que eu deixe por Ti?, em que desejas que eu melhore? Neste momento da minha vida, que posso fazer por Ti?"

 O Senhor chama todos os cristãos à santidade; e é uma vocação exigente, muitas vezes heróica, pois Ele não quer seguidores tíbios, discípulos de segunda classe; se quiser ser discípulo do Mestre, deve imprimir um sentido apostólico à sua vida: um sentido que o levará a não deixar passar nenhuma oportunidade de aproximar os outros de Cristo, que é aproximá-los da fonte de alegria, da paz e da plenitude.

Ensina – nos o Papa Francisco: “Cada cristão, quanto mais se santifica, tanto mais fecundo se torna para o mundo". Assim nos ensinaram os Bispos da África ocidental: “Somos chamados, no espírito da nova evangelização, a ser evangelizados e a evangelizar através da promoção de todos os batizados para que assumam as suas tarefas como sal da terra e luz do mundo, onde quer que se encontrem”.

Não tenhas medo de apontar para mais alto, de te deixares amar e libertar por deus. Não tenhas medo de te deixares guiar pelo Espírito Santo. A santidade não te torna menos humano, porque é o encontro da tua fragilidade com a força da Graça. No fundo, como dizia Leon Bloy, na vida “existe apenas uma tristeza: a de não ser santo” ( Papa Francisco, Exortação ApostólicaGaudeteet Exsultate, 33 e 34 ).

 Temos de pedir hoje a São Paulo que saibamos converter em oportuna qualquer situação que se nos apresente. Quem verdadeiramente ama a Cristo sentirá a necessidade de O dar a conhecer, pois, como diz São Tomás de Aquino, aquilo que os homens muito admiram divulgam-no logo, porque da abundância do coração fala a boca”. Para tal, “precisamos de um espírito de santidade que impregne tanto a solidão como o serviço, tanto a intimidade como a tarefa evangelizadora, para que cada instante seja expressão de amor doado sob o olhar do Senhor. Dessa forma, todos os momentos serão degraus no nosso caminho de santificação” (Papa Francisco, Gaudete et Exsultate, 31).

 Relembrando o ardor missionário de São Pedro e São Paulo que o Senhor nos conceda o mesmo entusiasmo para sermos discípulos e missionários de Cristo.

    O exemplo dos Apóstolos Pedro e Paulo ilumine as mentes e acenda nos corações dos crentes o santo desejo de realizar a Vontade de Deus, a fim de que a Igreja peregrina sobre a Terra seja cada vez mais fiel ao seu Senhor. Dirijamo – nos, com confiança, à Virgem Maria, Rainha dos Apóstolos, que do Céu guia e apoia o caminho do povo cristão.

 A exemplo da Igreja primitiva que rezava por Pedro enquanto estava na prisão (At 12, 5) estejamos unidos em oração pelo Santo Padre o Papa Francisco!

Rainha dos Apóstolos, rogai por nós!


MONSENHOR JOSÉ MARIA PEREIRA
SCE Região RIO II


sábado, 23 de junho de 2018

HOMILIA DOMINICAL

NASCIMENTO DE SÃO JOÃO BATISTA – ANO B
     
     

“CONVÉM QUE ELE CRESÇA E EU DIMINUA”




A Igreja celebra o nascimento de São João Batista como um acontecimento sagrado. Santo Agostinho diz: “Dentre os nossos antepassados, não há nenhum cujo nascimento seja celebrado solenemente. Celebramos o de João, celebramos também o de Cristo”.  Com exceção à Virgem Maria, o Batista é o único santo do qual se celebra tanto o nascimento, a 24 de junho, como a morte ocorrida através do martírio. Celebra o seu nascimento porque está estreitamente ligado ao Mistério da Encarnação do Filho de Deus.

Desde o ventre materno, de fato, João é o precursor de Jesus: sua prodigiosa concepção foi anunciada pelo Anjo a Maria, como sinal que”nada é impossível a Deus”( Lc 1, 37 ), seis meses antes do grande milagre que nos dá salvação, a união de Deus com o homem por obra do Espírito Santo.

Diz a Palavra de Deus: “Houve um homem enviado por Deus: o seu nome era João. Veio para dar testemunho da luz e preparar para o Senhor um povo bem disposto a recebê-lo” (cf. Jo 1,6s; Lc 1,17).

O Prefácio da Missa apresenta João como o maior entre os nascidos de mulher, o único dos profetas que mostrou o Cordeiro Redentor; o Batista que batizou o autor do Batismo e o mártir que deu o verdadeiro testemunho de Cristo.

Diante de João Batista encontramo-nos com um homem coerente! Ele exige conversão pelo testemunho de vida e pela pregação. Convida-nos a preparar os caminhos do Senhor pela prática da justiça. Quem é João Batista? Ele mesmo responde: “Eu sou uma voz, uma voz no deserto”, mas, é uma voz sem Palavra, porque a Palavra não é ele, é Outro,  é Jesus. João constitui a ressonância da Palavra.“Eis então, qual é o mistério de João: Nunca se apodera da Palavra. João é aquele que indica, que assinala. O sentido da vida de João é indicar Outro” ( Papa Francisco).

João apresenta a linha divisória entre os dois Testamentos. Os quatro Evangelhos dão grande destaque à figura de João Batista, aquele profeta que conclui o Antigo Testamento e inaugura o Novo, indicando em Jesus de Nazaré o Messias, o Consagrado do Senhor!  A sua pregação foi o começo do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus (Mc 1,1). E o seu martírio foi um presságio da Paixão do Salvador. Contudo, “João era uma voz passageira; Cristo é a Palavra eterna desde o princípio” diz santo Agostinho.

Contemplando hoje a grande figura do Batista, que cumpriu tão fielmente a sua missão, podemos pensar se também nós aplainamos os caminhos do Senhor, para que Ele entre nas almas dos nossos amigos e parentes que ainda estão longe da sua amizade, e para que os que estão próximos se dêem mais generosamente. Nós cristãos, somos os arautos de Cristo no mundo de hoje. “O Senhor serve-se de nós como tochas, para que essa luz ilumine… Depende de nós que muitos não permaneçam nas trevas, mas andem por caminhos que levam até à vida eterna” (Forja, n°1).

O Senhor deseja que O anunciemos por meio de nossa conduta e da nossa palavra no ambiente em que nos desenvolvemos, ainda que nos pareça que esse apostolado não tenha grande alcance. A missão que o Senhor nos encomenda atualmente é a mesma de João: preparar os caminhos, sermos seus arautos, os que O anunciam aos seus corações. A coerência entre a doutrina e a conduta é a melhor prova da validade daquilo que proclamamos; e é, em muitas ocasiões, a condição imprescindível para falarmos de Deus às almas.

“É necessário que Ele cresça e eu diminua” (Jo 3,30). A missão do arauto é desaparecer, ficar em segundo plano quando chega aquele que foi anunciado. Uma virtude essencial em quem anuncia Cristo é, pois, a humildade. No apostolado, a única figura que deve ser conhecida é Cristo. Ele é o tesouro que anunciamos e é a Ele que temos de levar os outros.

João, diante de Cristo, considera-se indigno de prestar-lhe os serviços mais humildes, reservados ordinariamente aos escravos de ínfima categoria: trazer e levar as sandálias, desatar-lhes as correias.

“Eu não sou o Messias, mas fui enviado adiante d’Ele… É necessário que Ele cresça e eu diminua” (Jo 3,27-30). Esta é a tarefa de nossa vida: que Cristo tome conta do nosso viver. Convém que Ele cresça… Então a nossa felicidade não terá limites, pois poderemos dizer com o Apóstolo: “já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20). Na medida em que Cristo for penetrando mais e mais nas nossas pobres vidas, a nossa alegria será irreprimível.

Com a sua vida e as suas palavras, João deu testemunho da Verdade: sem covardias perante os que ostentavam o poder, sem se deixar afetar pelos louvores das multidões, sem ceder às contínuas pressões dos fariseus. Deu a vida em defesa da lei de Deus contra todas as conveniências humanas: “Não te é lícito possuir a mulher de teu irmão” (Mc 6,18), disse a Herodes.

De profeta autêntico, João deu testemunho da verdade sem condescendências. Denunciou as transgressões dos Mandamentos de Deus, também quando os protagonistas eram os poderosos!

Diante de João Batista todos nos sentimos pequenos.

Cada um de nós é chamado a ser João Batista, a mostrar Cristo presente entre os homens do nosso tempo; a fazer a oração: Senhor, quero ser tua voz no meio do mundo, no ambiente e no lugar onde queres que transcorra a minha vida.

Assim, quando acusou de adultério Herodes e Herodíades, pagou com a vida, selando com o martírio o seu serviço a Cristo, que é a Verdade em Pessoa. Invoquemos a sua intercessão, juntamente com a de Maria Santíssima, para que também nos nossos dias a Igreja saiba manter-se sempre fiel a Cristo e testemunhar com coragem a sua verdade e o seu amor a todos.

A Virgem Maria ajudou a parente idosa Isabel a levar até o fim a gravidez de João. Ela ajuda todos a seguir Jesus, o Cristo, o Filho de Deus, que o Batista anunciou com grande humildade e ardor profético!

Que São João Batista interceda por nós e por toda a Igreja!


MONSENHOR JOSÉ MARIA PEREIRA
SCE REGIÃO RIO II

COMO FOI O MUTIRÃO DO SETOR ITAIPAVA


COMO FOI O NOSSO MUTIRÃO


Se um dos pilares do Movimento das Equipes de Nossa Senhora é a formação, o MUTIRÃO é um dos instrumentos oferecidos aos casais equipistas para auxiliar na caminhada de fé e nessa intenção formadora.

Objetiva, especificamente, desenvolver o conhecimento mais profundo e sistematizado das ENS, de suas origens, de seu carisma e da sua pedagogia. (Manual da Formação - pg.9)
Passar informações, transmitir conhecimentos, um ajudando o outro na reflexão sobre a vida em equipe e na caminhada rumo à santidade.

O Mutirão das ENS do Setor Itaipava ocorreu no último dia 17/06, com início às 08h00, na Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, em Araras, com um bom número de casais equipistas que, ao longo da manhã e, até o encerramento, dividiram-se em dinâmicas, leituras, dentre outras abordagens sobre diversos temas relacionados à reunião de equipe, tais como: “A mística da reunião de equipe”, “A reunião de balanço”, “Pomos em comum nossas vidas”, “Aprofundamos nossa fé”.

Iniciamos com as palavras do SCE do Setor, Padre Alexandre Brandão, tendo sido conduzido todo o evento por nosso CRS Paulane e Roney. Terminamos o MUTIRÃO participando da Santa Missa.


O PODEROSO FEZ EM MIM MARAVILHAS E SANTO É O SEU NOME!!!  

Vejam, aí, algumas fotos das apresentações!









EQUIPE 01 - Nossa Senhora do Amor Divino


Equipe 02 - Nossa Senhora do Amor Divino



Equipe 04 - Nossa Senhora Rainha da Paz


Equipe 07 - Nossa Senhora de Fátima



Equipe 08 - Nossa Senhora de Guadalupe


 
Equipe 09 - Nossa Senhora Aparecida


Equipe 11 - Nossa Senhora de Lourdes




Equipe 12 - Nossa Senhora Grávida


Equipe 13 - Nossa Senhora Desatadora dos Nós






 
CRS Paulane e Roney


 SCE Setor Itaipava - Padre Alexandre Brandão


domingo, 3 de junho de 2018

VEM AÍ O NOSSO MUTIRÃO!!!




MUTIRÃO



          O CRS de Itaipava, Paulane e Roney, nos lembra que vem aí o nosso MUTIRÃO!!




EQUIPES DE NOSSA SENHORA – PROVÍNCIA LESTE - REGIÃO RIO II     SETOR ITAIPAVA




Queridos Casais Equipistas,  



"O Movimento oferece aos equipistas diversos instrumentos, entre os quais se acha o “Mutirão”, isto é, atividade que objetiva, especificamente, desenvolver o conhecimento mais profundo e sistematizado das ENS, de suas origens, de seu carisma e da sua pedagogia." (Manual da Formação - pg.9)


         Temos o prazer de convidá-los para o Mutirão 2018, que tem como tema a "Reunião de Equipe".



LOCAL: Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - Araras
HORÁRIO: 7:30
DATA: 17/06/2018

Cada Equipe desenvolverá um Tema.
Forma de desenvolvimento: Livre
Tempo por equipe: 10min.

Equipe
Tema
1
A mística da Reunião de Equipe
2
Rezamos juntos
4
Partilhamos nossa vida espiritual
6
Comemos juntos
7
Reunião de Balanço
8
Reunião social
9
Escolha do CRE
10
Vida de Equipe
11
Pomos em comum nossas vidas
12
Aprofundamos nossa fé
13
Reunidos em nome de Cristo
              
                      É fundamental que nenhuma equipe falte, pois os temas são inter-relacionados.

         Faremos um café da manhã, assim cada casal deverá levar algo para partilhar.
ESPERAMOS POR VOCÊS!

                                                                Paulane e Roney – CRS Itaipava