sexta-feira, 6 de março de 2015

Homilía Dominical dia 08/03/2015 - Jo 2,13-25

Os Dez Mandamentos
Mons. José Maria Pereira




A Quaresma é um tempo de conversão e de renovação. Mas não acontece verdadeira e autêntica renovação se não se passa por uma corajosa revisão da própria vida moral e da própria vida litúrgica ; com palavras mais simples, dos próprios costumes e da própria oração.

   Ensina São Leão Magno: “A Quaresma é tempo de limpar e enfeitar a casa por dentro. Convém que vivamos sempre de modo sábio e santo, dirigindo nossa vontade e nossas ações para aquilo que sabemos agradar a Deus.”
   A liturgia do terceiro domingo nos apresenta, na primeira leitura, o trecho de Êxodo 20,1-17, o Decálogo. Não pronunciarás o nome do Senhor Teu Deus em vão; lembra-te de santificar o dia de sábado; honra teu pai e tua mãe; não matarás; não cometerás adultério; não furtarás; não levantarás falso testemunho ; não cobiçarás as coisas do teu próximo; não desejarás a mulher do teu próximo.
   Estes dez mandamentos foram a base da vida moral, antes do povo hebreu e depois do povo cristão. Não contém toda a lei; sua forma negativa (“não fazer”) indica que se trata de alguns limites que delimitam um âmbito moral, antes que descrevê-lo positivamente; dentro devem ser colocados “toda a lei e os profetas” e de maneira especial o mandamento do amor que os resume a todos (Mt 22,40). É precisamente este caráter “negativo” que assegura aos dez mandamentos sua perene, imutável atualidade.
   No início, eles não são percebidos nem mesmo como lei, mas como evento: o povo entra na aliança com Deus e os mandamentos são um sinal de sua pertença ao Senhor; são a proclamação de seu caráter de povo eleito, diferente de todos, isto é, santo. Daqui o fato, surpreendente para nós, de que Israel não fala da lei como um peso, ou de uma imposição, mas como de um dom sumamente grande, de um facho que ilumina meus passos (Sl 118,105); fala dela com paixão e com um desmedido orgulho: Ditosos somos nós, Israel, porque a nós foi revelado o que agrada a Deus!  (Br 4,4).
   O Decálogo é uma escolha de vida que Deus propõe ao homem: Olha que hoje ponho diante de ti a vida com o bem, e a morte com o mal; observes seus mandamentos, suas leis e seus preceitos [...] para que vivas e te multipliques [...] se não obedeceres e se te deixares seduzir eu te declaro neste dia: perecereis (Dt 30,15 ss). O Decálogo é para o homem, não contra ele; não quer amarrar ou limitar sua liberdade, mas antes soltá-la. Aquilo que proíbe não é, com efeito, algo arbitrário que desagrada a Deus não se sabe por que, mas é o que compromete antes de tudo o próprio homem e sua possibilidade de ter relações equilibradas com os outros, de ser, em outras palavras, autenticamente homem.
   Diz S. Paulo: Nós pregamos Cristo crucificado [...] força de Deus e sabedoria de Deus (1Cor 1,23). Faz-nos compreender que agora tudo –inclusive a Lei- toma sentido a partir de Jesus Cristo. Nós não estamos mais sozinhos diante a lei; entre nós e o Decálogo existe no meio Jesus Cristo crucificado e ressuscitado. Ele é a “sabedoria de Deus” para nós, isto é, a nossa lei.

   Para sermos discípulos do Senhor, temos de seguir o seu conselho: Se alguém quiser vir após de mim, renuncia a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me (Mt 16,24). Não é possível seguir o Senhor sem a Cruz. As palavras de Jesus Cristo têm plena vigência em todos os tempos, um vez que foram dirigidas a todos os homens, pois quem não carrega a sua cruz e me segue - diz-nos Ele a cada um- não pode ser meu discípulo (Lc 14,27).
   Carregar a cruz – aceitar a dor e as contrariedades que Deus permite para nossa purificação, cumprir com esforço os deveres próprios, assumir voluntariamente a mortificação cristã- é condição indispensável para seguir o Mestre.
   Eis como a Palavra de Deus se torna hoje ocasião de renovação quaresmal. Ela nos impele com uma força incomum a nos lavar, a nos purificar, a tirar o mal que há em nossas ações (Is 1,16), a eliminar o fermento velho, para ser uma massa nova e celebrar assim, dentro em breve, a festa do Senhor com ázimos de sinceridade e de verdade (1Cor 5,7s).

quarta-feira, 4 de março de 2015

PÓS EACRE SETOR ITAIPAVA

No dia 22 de fevereiro foi realizado, pelos casais ligação Rosana e Sergio e Letícia e Claudio, o pós eacre do nosso querido Setor Itaipava.
Momento de formação e convívio do setor.






































Agradecemos aos casais ligação pelo empenho e carinho com o Movimento das ENS.


Nossa Senhora do Amor Divino, rogai por nós !


Janete e Marco Antônio
CRS ITAIPAVA




Equipe 07 – Nossa Senhora de Fátima



No mês de janeiro, tivemos um encontro para rezarmos e partilharmos.
 Nosso CRE, Bia e Felipe, falou sobre sua participação no EACRE.




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Aproveitamos a semana do Carnaval para nos confraternizarmos na casa do querido casal Carla e Paulinho, verdadeiros amigos que Deus e a ENS colocaram em nossos caminhos.


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Pós-EACRE

Estivemos presentes também no Pós-EACRE, uma oportunidade de estarmos reunidos com todo nosso setor. Foram-nos passadas as diretrizes do movimento para 2015, depois tivemos um momento de partilha e tira-dúvidas com os Casais Ligação.





Que o Padre Caffarel nos guie hoje e sempre na descoberta da vontade de Deus para nossa vida conjugal!




Casal Repórter – Sabrina e Mario Cesar






terça-feira, 3 de março de 2015

Aniversário Monsenhor Jose Maria


NOVA EXPERIÊNCIA COMUNITÁRIA



Com grande alegria iniciamos no último dia 28 mais uma Experiência Comunitária do nosso setor de Itaipava, sobre  nossa coordenação e como Sacerdote Conselheiro Espiritual o nosso querido Padre Brandão. Estiveram presentes na reunião os casais: Catia  e Bruno, Daiana e Bruno, Elizabeth e Júlio, Jaqueline e Weliton, Josie e Marcelo, Tamires e Aderaldo e o simpático e acolhedor casal anfitrião Rosiane e Márcio. Pedimos as orações de todos para esse novo caminho que iremos trilhar com esses novos casais. Que nossa padroeira Nossa Senhora do Amor Divino nos proteja.
"A Experiência Comunitária surgiu inicialmente voltada para a expansão do Movimento das Equipes de Nossa Senhora, com o intuito de melhor preparar os casais para uma eventual adesão ao Movimento. Ao mesmo tempo verificou-se uma outra razão de ser extremamente valiosa, que foi o de aproveitar a sua pedagogia para a prestação de um serviço de apostolado para grupo de casais, independentemente de virem ou não a se transformar em uma nova equipe."
(Manual de Pilotagem – Edição 2000)
Carla e Paulinho








sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Homilía Dominical dia 01/03/2015 - Mc 9,2-10



Descer do Monte!
Mons. José Maria Pereira.





O Evangelho ( Mc 9, 2-10 ) apresenta a fé dos Apóstolos, fortalecida na Montanha, pela Transfiguração de Jesus.
            Na Caminhada para Jerusalém, o primeiro anúncio da Paixão e Morte de Jesus abalou profundamente a fé dos apóstolos. Desmoronaram seus planos de glória e de poder.
            Para fortalecer essa fé ainda tão frágil... Cristo tomou três deles... subiu ao Monte Tabor e “Transfigurou-se...”
            A transfiguração de Jesus é uma catequese que revela aos discípulos e a nós Quem é Jesus: O Filho Amado de Deus!
            Em nossa caminhada para a Páscoa somos também convidados a subir com Jesus a montanha e, na companhia dos três discípulos, viver a alegria da comunhão com Ele. As dificuldades da caminhada não podem nos desanimar. No meio dos conflitos, o Pai nos mostra desde já sinais da Ressurreição e do alto daquele monte Ele continua a nos gritar: “Este é o Meu Filho Amado, escutai-O”.
            Não desanimemos diante das dificuldades! Os Planos de Deus não conduzem ao fracasso, mas à Ressurreição, à vida definitiva, à felicidade sem fim!
            São Leão Magno diz que “o fim principal da transfiguração foi desterrar das almas dos discípulos o escândalo da Cruz”. Os Apóstolos jamais esquecerão esta “gota de mel” que Jesus lhes oferecia no meio da sua amargura. Jesus sempre atua assim com os que o seguem. No meio dos maiores padecimentos, dá-lhes o consolo necessário para continuarem a caminhar.
            Esta centelha da glória divina inundou os Apóstolos de uma felicidade tão grande que fez Pedro  exclamar: “Senhor, é bom ficarmos aqui. Vamos fazer três tendas...” Pedro quer prolongar a situação! O que é bom, o que importa, não é estar aqui ou ali, mas estar sempre com Cristo, em qualquer parte, e vê-Lo por trás das circunstâncias em que nos encontramos. Se estamos com Ele, tanto faz que estejamos rodeados dos maiores consolos do mundo ou prostrados na cama de um hospital, padecendo dores terríveis. O que importa é somente isto: Vê-Lo e viver sempre com Ele! Esta é a única coisa verdadeiramente boa e importante na vida presente e na outra. Desejo ver-Te, Senhor, e procurarei o Teu rosto nas circunstâncias habituais da minha vida!
            A vida dos homens é uma caminhada para o Céu, que é a nossa morada (2 Cor 5,2). Uma caminhada que, às vezes, se torna áspera e difícil, porque com freqüência devemos remar contra a corrente e lutar com muitos inimigos interiores ou de fora.Mas o Senhor quer confortar-nos com a esperança do Céu, de modo especial nos momentos mais duros ou quando se torna mais patente a fraqueza da nossa condição: “À hora da tentação, pensa no Amor que te espera no Céu. Fomenta a virtude da esperança, que não é falta de generosidade” (São Josemaria Escrivá, Caminho, nº 139).
            O pensamento da glória que nos espera deve animar-nos na nossa luta diária. Nada vale tanto como ganhar o Céu. Ensina Santa Teresa: “ E se fordes sempre avante com esta determinação de antes morrer do que desistir de chegar ao termo da jornada, o Senhor, mesmo que vos mantenha com alguma sede nesta vida, na outra, que durará para sempre, vos dará de beber com toda a abundância e sem perigo de que vos venha a faltar” (Caminho de Perfeição, 20,2).
            “Este é o meu Filho amado, no qual pus o meu agrado. Escutai-O!” (Mt 17,5). E Deus Pai fala através de Jesus Cristo a todos os homens de todos os tempos. A sua voz faz-se ouvir em todas as épocas, sobretudo através dos ensinamentos da Igreja...
            Nós devemos encontrar esse Jesus na nossa vida corrente, no meio do trabalho, na rua, nos que nos rodeiam, na oração, quando nos perdoa no Sacramento da Penitência (Confissão), e sobretudo na Sagrada Escritura, onde se encontra verdadeira, real e substancialmente presente. Devemos, aprender a descobri-Lo nas coisas ordinárias, correntes, fugindo da tentação de desejar o extraordinário.
            Escutar e anunciar!...
            Não podemos ficar no Monte... de braços cruzados... O seguidor de Cristo deve descer do monte para enfrentar o mundo e os problemas dos homens!
            Cada domingo, ao participar da Santa Missa, subimos a Montanha, para contemplar o Cristo transfigurado (ressuscitado) e escutar a sua voz.
            Depois, ao descer a Montanha (sair da Igreja) devemos prosseguir a nossa caminhada, sendo sal da Terra e luz do mundo.
            Somos convidados a ser Missionários da Transfiguração!