terça-feira, 24 de maio de 2016
sexta-feira, 20 de maio de 2016
Homília Dominical dia 22/05/2016
Santíssima Trindade
Mons. José Maria Pereira
Depois de ter celebrado os mistérios da Salvação, desde o
nascimento de Cristo (Natal) até a vinda do Espírito Santo (Pentecostes), a
liturgia propõe-nos o mistério central de nossa fé,a fonte de tudo e à qual
tudo deve voltar: a Trindade.
Santo Agostinho afirmou que é difícil encontrar uma pessoa
que, falando da Trindade, saiba do que esteja falando (Confissões XIII,II).
Trata-se de uma tarefa – como foi revelado em sonho a Santo Agostinho – não
menos impossível do que aquela de uma criança que tenta esvaziar o mar usando
uma concha.
Toda a vida da Igreja está impregnada pelo Mistério da
Santíssima Trindade. E quando falamos aqui de mistério, não pensemos no
incompreensível, mais na realidade mais profunda que atinge o núcleo do nosso
ser e do nosso agir.
A revelação da Trindade é, portanto, uma cascata de amor: é o
gesto supremo da condescendência divina para com o homem. Os gregos diziam: “
Nenhum Deus pode se misturar com o homem” ( Platão). Nosso Deus, em vez disso,
se misturou com o homem; tramou sua vida com a do homem preparando-o para a
comunhão eterna com ele.
Mas é Cristo quem nos revela a intimidade do mistério
trinitário e o convite para que participemos dele. “Ninguém conhece o Pai senão
o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar” (Mt, 11, 27). Ele revelou-nos
também a existência do Espírito Santo junto como Pai e enviou-o à Igreja para
que a santificasse até o fim dos tempos; e revelou-nos a perfeitíssima Unidade
de vida entre as Pessoas divinas (Cf. Jo16, 12-15).
O mistério da Santíssima Trindade é o ponto de partida de
toda a verdade revelada e a fonte de que procede a vida sobrenatural e para a
qual nos encaminhamos: somos filhos do Pai, irmãos e co-herdeiros do Filho,
santificados continuamente pelo Espírito Santo para nos assemelharmos cada vez
mais a Cristo.
Por ser o mistério central da vida da Igreja, a Santíssima
Trindade é continuamente invocada em toda a liturgia. Fomos batizados em nome
do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, e em seu nome perdoam-se os pecados;
ao começarmos e ao terminarmos muitas orações, dirigimo-nos aoPai, por mediação
de Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo. Muitas vezes ao longo do dia,
nós, os cristãos repetimos: Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Meditando sobre a Trindade dizia S. Josemaria Escrivá: “Deus
é o meu Pai! Se meditares nisto, não sairás dessa consoladora consideração.
Jesus é meu Amigo íntimo ! (outra descoberta), que me ama com
toda a divina loucura do seu coração.
O Espírito Santo é meu Consolador!,que me guia nos passos de
todo o meu caminho. Pensa bem, nisso. Tu és de Deus..., e Deus é teu” (Forja, nº2).
Desde que o homem é chamado a participar da própria vida
divina pela graça recebida no Batismo, está destinado a participar cada vez
mais dessa Vida. É um caminho que é preciso percorrer continuamente.
A Santíssima Trindade habita na nossa alma como num templo. E
São Paulo faz-nos saber que o amor de Deus foi derramado em nossos corações
pelo Espírito Santo que nos foi dado (Cf. Rm 5, 5). E aí, na intimidade da
alma, temos de nos acostumar a relacionar-nos com Deus Pai, com Deus Filho e
com Deus Espírito Santo. Dizia Santa Catarina de Sena: “Vós, Trindade eterna,
sois mar profundo, no qual quanto mais penetro, mais descubro, e quanto mais
descubro, mais vos procuro”.
Imensa é a alegria por termos a presença da Santíssima
Trindade na nossa alma! Esta alegria é destinada a todo cristão, chamado à
santidade no meio dos seus afazeres profissionais e que deseja amar a Deus com
todo o seu ser; se bem que, como diz Santa Teresa, “há muitas almas que
permanecem rodando o castelo (da alma), no lugar onde montam guarda as
sentinelas , e nada se lhes dá de penetrar nele. Não sabem o que existe em tão
preciosa mansão, nem quem mora dentro dela”. Nessa “preciosa mansão”, na alma
que resplandece pela graça, está Deus conosco: o Pai, o Filho e o Espírito
Santo.
Desde pequenos, aprendemos de nossos pais a fazer o sinal da
cruz e chamar a Deus: de Pai, Filho e Espírito Santo.
Assim com toda a naturalidade, estávamos invocando o mistério
mais profundo de nossa fé e da vida cristã: Santíssima Trindade que hoje
celebramos.
Só Cristo nos revelou claramente essa verdade: Fala
constantemente do Pai: Quando Felipe diz: “Mostra-nos o Pai...”, Jesus
responde: “Felipe... quem me vê, vê o Pai” (Jo 14,8).
Jesus promete o Espírito Santo: “Quando vier o Espírito da
Verdade, ele vos conduzirá à plena Verdade”.
Quando se despede, no dia da Ascensão, afirma: “Ide... e
batizai em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.”
A contemplação e o louvor à Santíssima Trindade são a
substância da nossa vida sobrenatural, e esse é também o nosso fim: porque no
Céu, junto de Nossa Senhora – Filha de Deus Pai, Mãe de Deus Filho, Esposa de
Deus Espírito Santo: mais do que Ela, só Deus - , a nossa felicidade e o nosso
júbilo serão um louvor eterno ao Pai, pelo Filho, no Espírito Santo. Estes
vieram em nós no Batismo. Estabeleceram em nós sua habitação e nos são mais
íntimos do que nós mesmos, diz Santo Agostinho. Em seu nome e no diálogo com
eles desenvolve-se toda a nossa vida de fé, desde o berço até o túmulo. No
limiar da existência fomos batizados “em nome do Pai, do Filho e do Espírito
Santo”. No ocaso dela, partiremos deste mundo ainda “em nome do Pai, do Filho e
do Espírito Santo”.
Fazendo o sinal da Cruz, nós declaramos a cada vez, nossa
vontade de pertencer à Trindade.
quinta-feira, 12 de maio de 2016
Formação Casal Piloto , Setor Itaipava .
O casal Rosana e Sérgio fizeram a primeira reunião para formação de casais Piloto na Igreja de Nogueira.
Serão quatro dias de formação, no dia 24 de Maio será realizada a segunda parte da formação.
Momento muito importante para a expansão de nosso Setor.
Nossa Senhora do Amor Divino, rogai por nós!
Janete e Marco Antônio CRS Itaipava
Serão quatro dias de formação, no dia 24 de Maio será realizada a segunda parte da formação.
Momento muito importante para a expansão de nosso Setor.
Nossa Senhora do Amor Divino, rogai por nós!
Janete e Marco Antônio CRS Itaipava
Homilía Dominical dia 15/05/2016
Missão do Espírito Santo
Mons. José Maria Pereira
Com a
Solenidade de Pentecostes encerramos o Tempo Pascal.
Pentecostes
era uma das grandes festas judaicas; muitos israelitas iam nesses dias em
peregrinação a Jerusalém, para adorar a Deus no Templo. A origem da festa
remontava a uma antiqüíssima celebração em que se davam graças a Deus pela
safra do ano, em vésperas de ser colhida. Depois acrescentou-se a essa
comemoração, que se celebrava cinqüenta dias depois da Páscoa, a da promulgação
da Lei dada por Deus no monte Sinai. Por desígnio divino, a colheita material
que os judeus festejavam com tanto júbilo converteu-se, na Nova Aliança, numa
festa de imensa alegria: a vinda do Espírito Santo com todos os seus dons e
frutos.
Hoje é a
plenitude do Mistério Pascal, com o Dom do Espírito Santo à Igreja. É o
nascimento da Igreja. O Pentecostes é o cumprimento da promessa de Jesus: “...
se Eu for, enviá-lo-ei” (Jo 16,7);
A vinda do
Espírito Santo no dia de Pentecostes não foi um acontecimento isolado na vida
da Igreja. O Paráclito santifica-a continuamente, como também santifica cada
alma, através das inúmeras inspirações que se escondem em “todos os atrativos,
movimentos, censuras e remorsos interiores, luzes e conhecimentos que Deus
produz em nós, prevenindo o nosso coração com as suas bênçãos, pelo seu cuidado
e amor paternal, a fim de nos despertar, mover, estimular para o amor
celestial, para as boas resoluções, para tudo aquilo que, numa palavra, nos
conduz à nossa vida eterna. A sua ação na alma é suave e aprazível; Ele vem
salvar, curar, iluminar,” (São Francisco de Sales).
No dia de
Pentecostes, os Apóstolos foram robustecidos na sua missão de anunciarem a Boa
Nova a todos os povos. Todos os cristãos têm desde então a missão de anunciar,
de cantaras maravilhas que Deus fez no seu Filho e em todos aqueles que crêem
nEle. Somos agora um povo santo para publicar as grandezas dAquele que nos
tirou das trevas para a sua luz admirável.
Ao
compreendermos a grandeza da nossa missão, compreendemos também que ela depende
da nossa correspondência às moções do Espírito Santo, e sentimo-nos
necessitados de pedir-lhe freqüentemente que lave o que está manchado, regue o
que está seco, cure o que está doente, acenda o que está morno, retifique o que
está torcido. Porque sabemos bem que no nosso interior há manchas, e partes que
não dão todo o fruto que deveriam porque estão secas, e partes doentes, e
tibieza e também pequenos desvios, que é necessário retificar.
Não se pode
conceber vida cristã nem Igreja sem a presença e a ação do Espírito Santo.
Depois que
Jesus completou a sua obra, constituído Senhor a partir de sua ressurreição,
envia ao mundo o seu Espírito, o Espírito do Pai. Conforme São João (Cf. Jo
20,19-23), Jesus comunica o seu Espírito, o mesmo Espírito que Ele entregou ao
Pai no dia da ressurreição. Para isso, sopra sobre eles, transmitindo-lhes a
vida nova, a força, o Espírito Santo: “Recebi o Espírito Santo...” e o Dom do
Perdão e da Reconciliação.
O Espírito
Santo nos conduz à vida de oração. A vida cristã requer um diálogo constante
com Deus Uno e Trino, e é a essa intimidade que o Espírito Santo nos conduz.
Acostumemo-nos a procurar o convívio com o Espírito Santo, que é quem nos há de
santificar; a confiar nEle, a pedir a sua ajuda, a senti-lo perto de nós. Assim
se irá dilatando o nosso pobre coração, teremos mais ânsias de amar a Deus e,
por Ele, a todas as criaturas.
A chama do
Espírito Santo transformou totalmente os apóstolos... Que essa mesma chama
ilumine e aqueça a nossa vida no caminho da Unidade, do Bem e da Verdade...
“O Espírito Santo vem em socorro à nossa
fraqueza”, diz S. Paulo (Rom. 8,26). Diz São João da Cruz que o Espírito Santo,
com a sua chama está ferindo a alma, gastando e consumindo-lhe as imperfeições
dos seus maus hábitos.
Para chegarmos
a um convívio mais íntimo com o Espírito Santo, aproximemo-nos da Virgem Maria,
que soube secundar como ninguém as inspirações do Espírito Santo. “Perseveravam
unânimes na oração, com algumas mulheres e com Maria, a Mãe de Jesus” (At
1,14).
Rezemos hoje
com a Igreja: Deus eterno e todo-poderoso, quisestes que o mistério pascal se
completasse durante cinquenta dias, até a vinda do Espírito Santo. Fazei que
todas as nações dispersas pela terra, na diversidade de suas línguas, se unam
no louvor do vosso nome.
domingo, 8 de maio de 2016
sexta-feira, 6 de maio de 2016
Homilía Dominical dia 08/05/2016
A Ascensão de Jesus!
Mons. José Maria
Pereira
Hoje
celebramos o mistério conclusivo da vida de Jesus: sua Ascensão ao Céu. É a sua
entrada oficial na glória que lhe correspondia como ressuscitado, depois das
humilhações do Calvário; é a volta ao Pai anunciada por Si no dia de Páscoa; “
Vou subir para Meu e vosso Pai, Meu e vosso Deus” (Jo 20,17). E aos discípulos de Emaús: “Não
tinha o Messias de sofrer essas coisas para entrar na sua glória?” (Lc 24,26).
A vida de
Jesus na terra não termina com a sua morte na Cruz, mas com a Ascensão aos
céus. É o último mistério da vida do Senhor aqui na terra. É um mistério
redentor, que constitui, com a Paixão, a Morte e a Ressurreição, o mistério
pascal. Convinha que os que tinham visto Cristo morrer na Cruz, entre os insultos,
desprezos e escárnios, fossem testemunhas da sua exaltação suprema.
Comentando
sobre a Ascensão, ensina São Leão Magno: ”Hoje não só fomos constituídos
possuidores do paraíso, mas com Cristo ascendemos, mística mais realmente, ao
mais alto dos céus, e conseguimos por Cristo uma graça mais inefável que a que
havíamos perdido.”
A Ascensão
fortalece e estimula a nossa esperança de alcançarmos o Céu e incita-nos
constantemente a levantar o coração a fim de procurarmos as coisas que são do
alto. Agora a nossa esperança é muito grande, pois o próprio Cristo foi
preparar-nos uma morada.
O Senhor está
já no Céu com o seu Corpo glorificado, com os sinais do seu Sacrifício
redentor, com as marcas da Paixão que Tomé pôde contemplar e que clamam pela
salvação de todos nós.
A Ascensão se
nos apresenta, assim, não tanto como uma festa da partida de Jesus deste mundo
quanto como a festa de sua permanência aqui na terra. Ele, com efeito, não
deixou este nosso universo. “Não
abandonou o céu quando de lá desceu até nós e nem se afastou de nós quando
novamente subiu ao céu. Ele é exaltado acima dos céus: todavia, sofre aqui na
terra todos os dissabores que nós, seus membros, suportamos. Disto deu
testemunho gritando: Saulo, Saulo, por que me persegues?” (Santo Agostinho).
Cristo está ainda presente e comprometido com este mundo com todo seu corpo que
é a Igreja.
Dizia São
Josemaria Escrivá: “Cristo espera-nos. Vivemos já como cidadãos do Céu (Fil
3,20), sendo plenamente cidadãos da terra, no meio das dificuldades, das
injustiças, das incompreensões, mas também no meio da alegria e da serenidade
que nos dá sabermo-nos filhos amados de Deus. E se, apesar de tudo, a subida de
Jesus aos céus nos deixar na alma um travo de tristeza, recorramos à sua Mãe,
como fizeram os apóstolos: Tornaram então a Jerusalém... e oravam unanimemente... com Maria, a Mãe de Jesus (At
1,12-14).”
A esperança do
céu encherá de alegria o nosso peregrinar diário. Imitaremos os apóstolos que,
segundo São Leão Magno, “tiraram tanto proveito da Ascensão do Senhor que tudo
quanto antes lhes causava medo, depois se converteu em alegria. A partir
daquele momento, elevaram toda a contemplação das suas almas à divindade que
está à direita do Pai; a perda da visão do corpo do Senhor não foi obstáculo
para que a inteligência, iluminada pela fé acreditasse que Cristo, mesmo
descendo até nós, não se tinha afastado do Pai e, com a sua Ascensão, não se separou dos seus discípulos.”
Com a Ascensão
termina a missão terrena de Cristo e começa a dos seus discípulos, a nossa:
“Vós sereis testemunhas de tudo isso” (Lc 24,48), diz Jesus. Portanto, a festa
de hoje, recorda-nos que o zelo pelas almas é um mandamento amoroso do Senhor.
Ao subir para a sua glória, Ele nos envia pelo mundo inteiro como suas
testemunhas. Grande é a nossa responsabilidade, porque ser testemunhas de
Cristo implica, antes de mais nada, procurar comportar-se segundo a sua
doutrina, lutar para que a nossa conduta recorde Jesus e evoque a sua figura
amabilíssima.
Jesus parte,
mas permanece muito perto de cada um. Nós O encontramos na Eucaristia, no
Sacrário de nossas Igrejas .
Visitemos mais
Jesus no Sacrário, à nossa espera! Não
deixemos de procurá-lo com freqüência, ainda que na maioria das vezes só
possamos fazê-lo com o coração, para dizer-lhe que nos ajude na tarefa
apostólica, que conte conosco para estender a sua doutrina por todos os
ambientes.
Nessa semana,
que precede a Solenidade de Pentecostes, fiquemos unidos em oração, como disse
Jesus: “Permanecei na cidade até que sejais revestidos da força do alto” (Lc
24,48). Assim a vida da Igreja não começa com a ação, mas com a oração, junto
com Maria, a Mãe de Jesus.
A festa de
hoje nos fortalece a esperança pelo destino que nos aguarda, mas também nos
lembra que a nossa missão hoje é continuar o projeto de Jesus, Não fiquemos de
braços cruzados, parados, olhando para o Céu! É hora de olhar ao nosso redor e
começar a Missão!
A Ascensão nos
proporciona a oportunidade de ascender em cada ano com mais claridade a grande
certeza de nossa vida: Jesus está vivo e está ainda conosco! E nossa maior
esperança: Nós iremos a Ele para ir junto ao Pai!
Os discípulos
partiram (diz o Evangelho em Mc 16,20) e pregaram a Boa Nova por toda parte.
Vamos nós também com humildade, sabendo em que vasos nós carregamos esta
esperança, mas vamos com coragem.
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