sexta-feira, 24 de abril de 2015

Alegres fomos ao Retiro!!!



“O Retiro deve levar o Casal a rever a vida na presença de Deus.” (Pe. Brandão)



Alegres fomos ao encontro dos nossos irmãos do setor, alegres fomos mais uma vez nos encontrar com nosso PAI. Estivemos em retiro nos dias 11 e 12 de abril, tivemos a graça de nos afastarmos do barulho do mundo para apreciar o silêncio e olhar para nós mesmos, nosso matrimônio, nossa família, nossos filhos….
            A nossa equipe esteve toda presente, e que motivação poder viver esse momento com todos e nos juntarmos com o nosso setor.
            Obrigado, Janete e Marco Antônio, por toda a preparação!
            Ao Padre Brandão, nosso SCE, nossos agradecimentos e nossas orações, por nos fazer contemplar a ressurreição.






Sabrina e Mario Cesar
Equipe 07 – Nossa Senhora de Fátima

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Homilia Dominical dia 19/04/2015 - Lc 24,35-48

Testemunhas de Cristo
Mons. José Maria Pereira



O Evangelho (Lc 24, 35-48) narra mais uma aparição de Jesus ressuscitado aos discípulos que têm muitas dúvidas e estão atônitos. Cristo vai ao encontro deles para fortalecer-lhes a fé e dizer-lhes: “Vós sereis testemunhas de tudo isso” (Lc 24,48).
Os discípulos de Emaús contaram o que tinha acontecido no caminho e como haviam reconhecido Jesus na fração do pão. Falavam ainda, quando o próprio Jesus se apresentou no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”. Diante da dúvida dos discípulos, Jesus lhes mostra as chagas das mãos e dos pés. Pede-lhes, enfim, de comer. Apresentam-lhe um pedaço de peixe assado. Jesus o tomou e comeu diante deles.
A seguir passa a interpretar as Escrituras: “Era preciso que se cumprisse tudo o que está escrito sobre mim na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos”. Então abriu-se-lhes a mente para que entendessem as Escrituras, e disse-lhes: “Assim está escrito que o Messias devia sofrer e ressuscitar dos mortos ao terceiro dia, e que, em seu nome, fosse proclamada a conversão para a remissão dos pecados a todas as nações, a começar por Jerusalém. Vós sois testemunhas disso”.
Jesus aponta a MISSÃO: “Sereis minhas testemunhas”.     
           Esta missão impossível é aquilo que vemos realizar-se no trecho bíblico de At 3, 13-19. Na manhã de Pentecostes, Pedro diz ao povo de Jerusalém: Matastes o Príncipe da Vida, mas Deus o ressuscitou dentre os mortos: disso nós somos testemunhas [...]. Arrependei-vos, portanto, convertei-vos, para que vossos pecados sejam apagados. Embora tendo ficado poucos e sozinhos, com o encargo de pregar o Evangelho em todo o mundo (Mc 16,15), os apóstolos não desanimam; sabiam que sua missão era uma só: dar testemunho do que tinham ouvido e visto cumprir-se em Jesus de Nazaré; o resto o teria feito Ele mesmo agindo junto com eles e confirmando Sua Palavra com os prodígios (At 1,22). A este Jesus, Deus o ressuscitou: do que todos nós somos testemunhas é o resumo de sua pregação (At 2,32; 5,15; 10, 40). Nós vimos a Vida e lhe damos testemunho ( 1Jo 1,2).
            Esse testemunho levou a todos, um depois do outro, ao martírio; no entanto, porém, em poucos decênios se cumpriu aquilo que antes parecia uma missão impossível aos homens a divulgação do Evangelho em todo o mundo, fazendo discípulos  todos os povos.
            Os apóstolos não demoraram a descobrir que não estavam sozinhos para dar testemunho de Jesus; outra testemunha, silenciosa, mas irresistível, se unia a eles toda vez que falavam de Jesus, o Espírito Santo: Deste fato nós somos testemunhas, nós e o Espírito Santo, que Deus deu a todos aqueles que lhe obedecem (At 5,32). O Espírito da Verdade, que procede do Pai- tinha predito Jesus -, ele dará testemunho de mim. Também vós dareis testemunho (Jo 15,26).
Ser testemunha é conhecer, viver e anunciar a mensagem de amor, que Cristo trouxe.     
A Ressurreição de Jesus, no Evangelho, aparece como um fato real, mas assim mesmo os apóstolos não conseguiam acreditar facilmente. O caminho foi longo, difícil, penoso, carregado de dúvidas e incertezas.
O caminho espiritual para chegar à fé continua o mesmo.
“Tocai em mim”, diz Jesus. O gesto de tocar nos ensina que o encontro dos discípulos com Jesus ressuscitado foi um fato real e palpável.
Também o Ressuscitado revela o sentido profundo das Escrituras.
Cada um de nós, a comunidade, deve reunir-se com Jesus ressuscitado para escutar a Palavra, que sempre ilumina a nossa vida e nos ajuda a descobrir os caminhos de Deus na história...
                                                                                                                                 Os discípulos recebem a MISSÃO de serem testemunhas de tudo isso...
A raiz da Missão é o Encontro com o Ressuscitado e a compreensão das Escrituras.       
Cristo continua precisando, ainda hoje, de testemunhas...
O Concílio Vaticano II fala dos bispos e sacerdotes como “testemunhas de Cristo e do Evangelho” (LG, 21.25).
Porém, quando refere-se aos leigos diz que eles também são testemunhas da ressurreição de Cristo. “Cada leigo deve ser diante do mundo uma testemunha da ressurreição e da vida de Jesus, um sinal do Deus vivo” (LG 38).
Todos somos chamados a ser testemunhas da presença do Ressuscitado, através de nossas palavras e ações.
Cristo, ainda hoje, continua nos lembrando: “Vocês também devem ser minhas testemunhas.”




quinta-feira, 16 de abril de 2015

5º RETIRO ANUAL DAS ENS - SETOR ITAIPAVA



Nos dias 11 e 12 de Abril tivemos mais uma vez, a graça de participarmos e realizarmos um PCE importantíssimo para todos os equipistas que é o Retiro. Saímos todos revigorados pela ação do Espírito Santo, com novos propósitos para o ano, com regras de vida a serem realmente colocadas em prática no dia a dia. Nosso Senhor e Nossa Senhora nos convidaram, aceitamos o convite e um banquete nos foi oferecido. Só devemos agradecer a Deus e dá-lo graças e louvores, porque fez em nós maravilhas!






sexta-feira, 10 de abril de 2015

Homilia Dominical dia 12/04/2015 - Jo 20,19-31

A FÉ DE TOMÉ
Mons. José Maria Pereira




 Nestes dias de Páscoa a Liturgia nos fez assistir ao nascimento da fé pascal. Mediante a narração das aparições do Ressuscitado, vimos renascer nos discípulos de Jesus, desanimados e dispersos, a fé e o amor para com Ele: a ressurreição gerou a fé.
Cristo ressuscitado é a razão de ser de nossa existência. Celebrar essa história é motivo de grande alegria para os cristãos.
                 O Evangelho ( Jo 20, 19-31) inicia falando do primeiro dia da semana; isto é, o Dia por excelência, pois foi o dia da Ressurreição do Senhor.
                “Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana” ( Jo 20,19), Jesus veio confortar os amigos mais íntimos: A paz esteja convosco, disse-lhes. Depois mostrou-lhes as mãos e o lado. Nesta ocasião, Tomé não estava com os demais Apóstolos; não pôde, pois, ver o Senhor nem ouvir as suas palavras consoladoras.
                Imagino os Apóstolos cheios de júbilo procurando Tomé para contar-lhe que tinham visto o Senhor! Mal o encontraram, disseram-lhe: Vimos o Senhor! Tomé continuava profundamente abalado com a crucifixão e a morte do Mestre; quer ver para crer! Acredito que os Apóstolos devem ter-lhe repetido, de mil maneiras diferentes, a mesma verdade que era agora a sua alegria e a sua certeza: Vimos o Senhor!
                Hoje nós temos que fazer o mesmo! Para muitos homens e para muitas mulheres, é como se Cristo estivesse morto, porque pouco significa para eles e quase não conta nas suas vidas. A nossa fé em Cristo ressuscitado anima-nos a ir ao encontro dessas pessoas e a dizer-lhes, de mil maneiras, diferentes que Cristo vive, que estamos unidos a Ele pela fé e permanecemos com Ele todos os dias, que Ele orienta e dá sentido à nossa vida.
                 Desta maneira, cumprindo essa exigência da fé que é difundi-la com o exemplo e a palavra, contribuímos pessoalmente para a edificação da Igreja, como aqueles primeiros cristãos de que falam os Atos dos Apóstolos: “Cada vez mais aumentava o número dos homens e mulheres que acreditavam no Senhor” (At. 5,14).
                Oito dias depois Jesus apareceu aos Apóstolos novamente e agora Tomé também estava; Jesus disse: “A paz esteja convosco. Depois disse a Tomé: Mete aqui o teu dedo e vê as minhas mãos..., não sejas incrédulo, mas fiel (Jo 20,26-27).
                A resposta de Tomé é um ato de fé, de adoração e de entrega sem limites: Meu Senhor e meu Deus! A fé do Apóstolo brota não tanto da evidência de Jesus, mas de uma dor imensa. O que o levou a adoração e ao retorno ao apostolado não são tanto as provas como o amor. Diz a Tradição que o Apóstolo Tomé morreu mártir pela fé no seu Senhor; consumiu a vida a seu serviço.
                As dúvidas de Tomé viriam a servir para confirmar a fé dos que mais tarde haviam de crer n’Ele. Comenta São Gregório Magno: “Porventura pensais que foi um simples acaso que aquele discípulo escolhido estivesse ausente, e que depois, ao voltar, ouvisse relatar a aparição e, ao ouvir, duvidasse, e, duvidando, apalpasse, e, apalpando acreditasse? Não foi por acaso, mas por disposição divina que isso aconteceu. A divina clemência agiu de modo admirável quando este discípulo que duvidava tocou as feridas das carnes do seu Mestre, pois assim curava em nós as chagas da incredulidade... Foi assim, duvidando e tocando, que o discípulo se tornou testemunha da verdadeira ressurreição”.
                Peçamos ao Senhor que aumente em nós a fé, pois se a nossa fé for firme, também haverá muitos que se apoiarão nela.
A virtude da fé é a que nos dá a verdadeira dimensão dos acontecimentos e a que nos permite julgar retamente todas as coisas. Somente com a luz da fé e a meditação da palavra divina é que é possível reconhecer Deus sempre e por toda a parte, esse Deus em quem vivemos e nos movemos e existimos (At 17,28).
Meu Senhor e meu Deus! Estas palavras têm servido de jaculatória a muitos cristãos, e como ato de fé na presença real de Jesus Cristo na Eucaristia, quando se passa diante de um Sacrário ou no momento da Consagração na Missa.
A Ressurreição do Senhor é um apelo para que manifestemos com a nossa vida que Ele vive. As obras do cristão devem ser fruto e manifestação de sua fé em Cristo. Hoje também o Senhor quer que o mundo, a rua, o trabalho, as famílias sejam veículo para a transmissão da fé.                
A fé em Cristo era a força que congregava os primitivos cristãos numa coesão perfeita de sentimentos e de vida: “A multidão dos que abraçavam a fé tinha um só coração e uma só alma” (At. 4,32). Era uma fé tão arraigada que os levava a renunciar, voluntariamente, aos próprios bens, para colocá-los à disposição dos mais necessitados, considerados verdadeiramente irmãos em Cristo. É esta fé que hoje é tão escassa; para muitos que dizem ser crente, a fé não exerce influência alguma nos seus costumes nem na sua vida. Um cristianismo assim, não convence nem converte o mundo. É preciso voltar a acomodar a própria fé ao exemplo da Igreja primitiva; é preciso pedir a Deus uma fé profunda, pois que, no poder da fé, está a certeza da vitória dos cristãos. “Esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé! Quem é que vence o mundo senão Aquele que crê que Jesus é Filho de Deus?” ( 1 Jo 5,4-5).
Oito dias depois da Páscoa, os discípulos estavam em casa quando Jesus veio, estando fechadas as portas, parou no meio deles e disse: “A paz esteja convosco!” Também agora, na nossa assembleia, Jesus vem em nosso meio e nos dá sua paz. Nós,como Tomé, O reconhecemos como nosso Senhor e nosso Deus. Rezemos para que Ele faça de nós uma verdadeira comunidade reunida em Seu nome.                                                                            
    

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Homilia Dominical dia 05/04/2015 - Jo 20,1-9

O Túmulo está vazio!

Mons. José Maria Pereira



                   “Este é o dia que Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos!” (Sl 117).
O Senhor ressuscitou verdadeiramente, aleluia!
            A Ressurreição gloriosa do Senhor é a chave para interpretarmos toda a sua vida e o fundamento da nossa fé. Sem essa vitória sobre a morte, diz S. Paulo, vazia seria a nossa pregação e vã a nossa fé. (Cf. 1 Cor 15,14).
            A Ressurreição do Senhor é uma realidade central da nossa fé católica, e como tal foi pregada desde os começos do cristianismo. A importância deste milagre é tão grande que os Apóstolos são, antes de mais nada, testemunhas da Ressurreição de Jesus. Este é o núcleo de toda pregação, e isto é o que, depois de mais de vinte séculos nós anunciamos ao mundo: Cristo vive!  A Ressurreição é a prova suprema da divindade de Cristo.
            O túmulo está vazio... Cristo está vivo para sempre. Como Madalena, Pedro e João, nós professamos a fé no Senhor ressuscitado.
            A Liturgia Pascal lembra, na primeira leitura, um dos mais comoventes discursos de Pedro sobre a Ressurreição de Jesus: “Deus O ressuscitou no terceiro dia, concedendo-lhe manifestar-se... às testemunhas que Deus havia escolhido: a nós que comemos e bebemos com Jesus, depois que ressuscitou dos mortos” (At 10,40-41). Surge nestas palavras a vibrante emoção do chefe dos Apóstolos pelos grandes acontecimentos de que foi testemunha, pela intimidade com Cristo ressuscitado, sentando-se à mesma mesa, comendo e bebendo com Ele.
A Ressurreição é a grande luz para todo o mundo: “Eu sou a luz” (Jo 8,10), dissera Jesus; luz para o mundo, para cada época da história, para cada sociedade, para cada homem.
No evangelho (Jo 20,1-9) vemos que a Boa Nova da Ressurreição provocou, num primeiro momento, um temor e espanto tão fortes, que as mulheres “saíram e fugiram do túmulo... e não disseram nada a ninguém, porque tinham medo”. Entre elas, porém encontrava-se Maria Madalena que viu a pedra retirada do túmulo e correu a dar a notícia a Pedro e João: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde O colocaram” (Jo 20,2). “Os dois saem correndo para o sepulcro e, entrando no túmulo, observaram as faixas que estavam no chão e o lençol...” (Jo 20,6-7). “Ele viu e acreditou” (Jo 20,8).  É o primeiro ato de fé da igreja nascente em Cristo Ressuscitado, originado pela solicitude de uma mulher e pelos sinais do lençol, das faixas de linho, no sepulcro vazio. Se se tratasse de um roubo, quem se teria preocupado em despir o cadáver e colocar o lençol com tanto cuidado? Deus serve-se de coisas bem simples para iluminar os discípulos que “ainda não tinham entendido a Escritura, segunda a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos” (Jo 20,9), nem compreendiam ainda o que o próprio Jesus tinha predito acerca da Sua ressurreição.
Ainda que sob outro aspecto, os “sinais” da Ressurreição vêem-se ainda presentes no mundo: a fé heróica, a vida evangélica da tanta gente humilde e escondida; a vitalidade da igreja que as perseguições externas e as lutas internas não chegam a enfraquecer; a Eucaristia, presença viva de Jesus ressuscitado que continua a atrair a Si todos os homens. Pertence a cada um dos homens vislumbrar e aceitar estes sinais, acreditar como acreditam os Apóstolos e tornar cada vez mais firme a sua fé.
A Ressurreição do Senhor é um apelo muito forte: lembra-nos sempre que vivemos neste mundo como peregrinos e que estamos em viagem para a verdadeira pátria, a eterna. Cristo ressuscitou para levar consigo os homens, na Sua Ressurreição, para onde Ele vive eternamente, fazendo-os participantes da Sua glória.
A alegria é nossa melhor aliada nesta obra de testemunho. Sereis minhas testemunhas: essa foi a recomendação de Jesus aos discípulos na manhã da Páscoa. Todos nós, porém diz o Concílio Vaticano II; “Cada leigo, individualmente deve ser perante o mundo uma testemunha da ressurreição e vida do Senhor Jesus e sinal do Deus vivo” (LG, 38).
Maria, a mãe de Jesus, que acompanhou o Filho nas terríveis e duras horas da paixão; junto da Cruz, emudecida de dor, não soubera o que dizer; agora, com a Ressurreição, emudecida de alegria, não consegue falar. Procuremos estar unidos a essa imensa alegria da nossa Mãe. Toda a esperança na Ressurreição de Jesus que restava sobre a terra tinha-se refugiado no seu coração. Com toda a igreja, neste tempo pascal, saudemos a Virgem Maria: “Rainha do céu, alegrai-vos, aleluia! Por que aquele que merecestes trazer em vosso seio ressuscitou como disse, aleluia!...”



O Dom da Caridade



O Dom da Caridade 


   Neste tempo de Quaresma e da Campanha da Fraternidade é importante recordar que a nossa missão de solidariedade está baseada no amor fraterno, na caridade. Vivendo o ano da esperança em nossa arquidiocese e o ano da paz no Brasil refletir e colocar em prática a caridade que é um dom de Deus nos faz caminhar na construção da civilização do amor. Nesta cidade que completa 450 anos temos uma grande e importante missão: espalhar as sementes da boa notícia! E ao espalha-la somos chamados a ter atitudes que contagiem com o bem aos nossos irmãos!

  Caridade é um termo derivante do latim “caritas”, que tem origem no vocábulo grego chàris. Significa um sentimento de ajuda a alguém sem busca de qualquer recompensa. A prática da caridade indica uma pessoa boa e de moral correta. A doutrina católica classifica a caridade como uma das virtudes teologais (Fé, Esperança e Caridade), “pela qual amamos a Deus sobre todas as coisas, por si mesmo, e a nosso próximo como a nós mesmos, por amor de Deus” (CIC. 1822). O Apóstolo São Paulo traçou um quadro incomparável da caridade: “A caridade é paciente, a caridade é prestativa, não é invejosa, não se ostenta, não se incha de orgulho. Nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se regozija com a verdade” (1 Cor 13, 4-7). São Paulo também não mede suas palavras quando afirma “A caridade é superior a todas as virtudes. É a primeira das virtudes teologais” (CIC 1826). “Permanecem fé, esperança, caridade, estas três coisas. A maior delas, porém, é a caridade” (1Cor 13, 13).

    Jesus fez da caridade o novo mandamento, quando disse “Este é o meu preceito: amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo. 15, 12). Por sua adesão total à vontade do Pai, à obra redentora de seu Filho, a cada moção do Espírito Santo, a Virgem Maria é para a Igreja o modelo da fé e da caridade. A visita de Maria, grávida, a Isabel numa região montanhosa foi um belo exemplo da sua caridade. O Papa Emérito Bento XVI publicou, no dia 7 de junho de 2009, uma carta-encíclica titulada: “Caritas in Veritate” (Caridade na Verdade). Nesta encíclica, a “caridade” é aplicada às realidades do trabalho, da economia e do desenvolvimento em geral. A caridade representa o maior mandamento social. Respeita o outro e seus direitos. Exige a prática de justiça, e só ela nos torna capazes de praticá-la.

     A caridade é um amor elevado acima dos sentidos e da razão, pelo qual nos amamos uns aos outros pelo mesmo fim pelo qual Jesus Cristo amou os homens para fazê-los santos neste mundo e bem-aventurados nooutro.

     São Vicente, em toda sua vida terrestre, se dispôs a ajudar o próximo, desde a sua infância ele esteve lá, disposto a ser um instrumento da graça de Deus, que é a Caridade. E quem poderia imaginar que logo ele, aquele gastão, um dia se tornaria o Patrono Universal da Caridade. Que belas obras ele realizou, nunca obteve um sentido de arrependimento ao servir a quem mais necessitava à sua frente. Seu coração sempre esteve puro e disposto a ajudar, e eis a sua fórmula para os dias de hoje, em que nem sempre temos tamanha abertura ao irmão em Cristo.

    A caridade é algo além fronteiras que mexe com o coração de cada um, seja ele rico ou pobre, negro ou branco, ocidental ou oriental, não tem escolhas, Deus não olha isto, e sim o amor que nos faz ir mais perto deles, os preferidos do Pai, os que mais necessitam, que estão à mercê da sociedade: Os Pobres.

    Meditando sobre os Evangelhos, impressiona-nos a mensagem de Cristo fundada totalmente no amor aos irmãos, na caridade. Poucas vezes, o Divino Mestre fala do amor que devemos ter para com Deus. Do Pai, Ele sempre no-Lo apresenta como o doador de tudo, que nos ama a ponto de dar seu Filho à morte para a salvação dos homens.

    Raras vezes, e foram sempre respostas aos fariseus e aos legistas, em que reafirmou o primeiro mandamento do amor a Deus, mas, logo a seguir completa-o o amor ao próximo, que lhe é semelhante. Ilustra-o na parábola do bom samaritano (Lc 10, 25-37).

   As cartas do apóstolo João insistem no mesmo diapasão. Caqueticamente, e com clareza apostólica, afirma que aquele que diz que ama a Deus e não ama a seus irmãos é mentiroso. E continua que é muito fácil proclamar que amamos a Deus, a quem não vemos, mas se desprezamos o irmão que está a nosso lado, onde está a caridade, onde está o amor? (1Jo 4,20).

    Paulo, na sua Carta aos Coríntios (1Cor. 13), proclama e exalta a caridade.        Quase sabemos de cor o texto maravilhoso. Somos levados a interpretar este hino como o amor ao Pai Celeste. Mas, o apóstolo fala é da excelência do amor entre os irmãos. “Ainda que eu falasse todas as línguas dos anjos, ou tivesse toda a ciência, sem a caridade seria um bronze que soa” e cujo som se perde nas quebradas dos montes.

    No dia do Juízo, quando o Filho do Homem, na sua glória, vier nos julgar, escreve o evangelista Mateus, Ele não nos questionará sobre o amor de Deus, sobre a nossa fé, sobre as coisas grandiosas que tivermos feito. O questionamento, e a glória decorrente, será sobre o nosso coração, se ele se abriu ou fechou sobre os pequeninos que moravam em nossas casas, no nosso bairro, na nossa comunidade.

Cardeal Orani João Tempesta

                                                               Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Reunião da Equipe 07

      No dia 18/03, com muita alegria, realizamos nossa 1ª reunião como Equipe na residência do casal Victor e Liana, com o tema “A Mística da Reunião de Equipe”. Todos estavam presentes, inclusive nosso Conselheiro Espiritual, Padre Brandão. O casal animador – Zemar e Kika –, com a ajuda do CRE, preparou e desenvolveu o tema de modo muito interessante. Quanta criatividade na dinâmica!!! Pudemos entender a proposta de forma bastante eficaz.