sábado, 20 de outubro de 2018

ANIVERSÁRIO DA EQUIPE 16 - NOSSA SENHORA DO AMPARO


Aniversário da Equipe Nossa Senhora do Amparo

                            O Movimento das Equipes de Nossa Senhora está em festa! A Equipe 16 - Nossa Senhora do Amparo, do Setor Petrópolis Leste, completou 41 anos de vida.

                            Ninguém melhor para contar a história dessa Equipe do que eles próprios, neste texto preparado para a celebração do aniversário:

“No dia 08 de outubro de 2018, a Equipe 16, sob a proteção de Nossa Senhora do Amparo comemorou 41 anos. É com grande alegria que estamos aqui reunidos para comemorarmos, juntos, como amigos e irmãos.

Joeusa e Gualter, Janina e Salvador, Lúcia e seu querido Antônio, bem longe de nós, mas celebrando conosco, bem pertinho de Deus, são os casais fundadores. Silvia e Ronaldo, Casal Piloto da Equipe que estava dando seu SIM ao Movimento das Equipes de Nossa Senhora, lhes transmitiu as belezas profundas do Movimento e suas diretrizes.

Os outros casais fundadores tomaram novos rumos, pois não se adaptaram às ENS. Novos casais foram convidados. Claudio e Antônio iam para o Rio no mesmo ônibus. Antônio falou com Claudio sobre o Movimento e Sonia e Claudio a ele aderiram. Sonia e Claudio introduzem Lucy e Fadini na 16. Equipistas no Rio e aqui. Grande amor ao Movimento. 

Fernando e Sonia, nossa irmãzinha querida, sempre presente em nossos pensamentos e orações e, também lá de cima, rezando por nós e conosco, receberam o convite de Joeusa e Gualter. Ana Lúcia e Proença são convidados por Fadini e Lucy. Mais uma vez os ônibus Rio-Petrópolis, que levavam Proença e Fadini para Furnas, auxiliam para que mais um casal seja convidado para a 16.

Uma festa de casamento da filha de uma amiga da Flavia e da Cinthia, foi a responsável pela entrada do mais novo casal da 16. Há alguns anos, Padre Montezano é nosso querido, prestativo, disponível, conciso e preciso Conselheiro Espiritual. Caminhos diferentes, entrelaçados e criados pelas mãos de Deus.

Janete e Marco Antonio, Casal Responsável da nossa Região também comemorando conosco. Que alegria! Nossos queridos “filhos” Equipistas, que, amando o Movimento, como Maria, souberam dar o seu “sim” para este árduo e necessário serviço no Movimento. Que Nossa Senhora do Amparo responda sempre aos seus pedidos. Que Deus os cumule de graças!

Nestes 41 anos tivemos a oportunidade de perceber de perto a ação divina no meio de nós. Realmente, reduzidos a nós mesmos, somos pouca coisa: somos humanidade, somos a Igreja antes de Pentecostes. Mas, quando e Espírito de Deus se move em nós, acontecem maravilhas.

Rezemos pela Equipe 16, NOSSA SENHORA DO AMPARO”

                            Reunidos no melhor espírito de fraternidade, celebraram esta rica caminhada de fé, agradecendo a Deus as vitórias alcançadas, os desafios vencidos, o crescimento dos filhos e, também, o consolo divino nos momentos mais difíceis, especialmente na partida de seus entes queridos.

                            São eles, nossos queridos irmãos equipistas, cristãos chamados a seguir o Cristo no caminho do amor, da felicidade e da santidade, e, por isso, nos alegramos com eles.

                            Que nós, casais equipistas do Setor Itaipava, fiquemos atentos a esta linda e histórica caminhada dos irmãos da Equipe aniversariante, farol para nossos passos.
                            Como mencionaram Janina e Salvador, na celebração de aniversário: 
“É maravilhoso saber que caminhamos de mãos dadas todos esses anos...”

 Parabéns, queridos!

Viva a Equipe 16 - Nossa Senhora do Amparo!!!











domingo, 7 de outubro de 2018

HOMILIA DOMINICAL


XXVII DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO B
(07/10/2018)



FUTURO DA HUMANIDADE






      As leituras bíblicas deste domingo levam à reflexão sobre o tema da família.

     No Antigo Testamento, em Gn 2,18-24, lê-se que Deus faz desfilar perante o homem “todos os animais dos campos e todas as aves do céu”, para que desse o nome a cada um deles e visse se entre eles encontrava “uma auxiliar semelhante a ele.”

     Adão põe o nome a cada um dos animais, mas nenhum deles satisfaz a sua necessidade de companhia e amor.

       Então diz o Senhor Deus: “Não é bom que o homem esteja só. Vou dar-lhe uma auxiliar semelhante a ele.” E Deus cria a mulher e quando esta é apresentada ao homem, este prorrompe numa exclamação de alegria, reconhecendo nela a companheira ideal: “Desta vez, sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne!” O texto termina por afirmar: “Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e eles serão uma só carne.” A indissolubilidade do matrimônio encontra nestas palavras o seu fundamento, a sua razão de ser profunda e sagrada.

      O Evangelho (Mc 10, 2-16) apresenta os fariseus que se aproximam de Jesus para tentá-Lo, para fazê-Lo entrar em conflito com a Lei de Moisés. Perguntam a Jesus se era lícito ao marido repudiar a sua mulher. Jesus retoma o texto de Gn 2 (citado acima) e declara que o casamento é indissolúvel; isto desde a origem, conforme fora instituído por Deus, no princípio da criação.

     Diz Jesus: Quem repudia sua mulher e se casa com outra comete adultério contra a primeira (Mc 10,11). Não há por que duvidar: Jesus com essas palavras exclui precisamente aquilo que nós chamamos de divórcio.

     O divórcio! Não falar disso, neste caso, somente porque o assunto se tornou melindroso, seria fugir do Evangelho. Terríveis são os males do divórcio jurídico: mulheres condenadas à solidão, filhos destruídos psicologicamente pela escolha penosa que devem fazer entre a própria mãe e o próprio pai. Conheço crianças nesta situação; depois que vi seus olhos, não preciso ouvir mais conferências sobre os males do divórcio: os vi todos estampados naqueles olhos de passarinho ferido.

     “O homem não separe” significa sim: a lei humana não separe; mas significa também, e antes de tudo: o marido não separe a mulher de si; a mulher não separe de si o marido.
Jesus lembra a unidade: “… e os dois formarão uma só carne.” (Mc. 10,8), isto é, quase uma só pessoa, com a concórdia nos mesmos projetos e sentimentos; implicitamente inculca a construir sobre a unidade e renová-la cada dia. Como? Procurando resolver logo que surgem os problemas, as incompreensões, as friezas. Depois a confiança recíproca; esta é como um lubrificante; falar, comunicar as próprias dificuldades e também tentações. Enquanto há confiança recíproca, o divórcio fica longe.

     Devemos nos convencer de que tudo isto não basta e que são necessários os meios espirituais: sacrifício e oração. Se o matrimônio encontra tanta dificuldade de se manter unido, é porque enfraqueceu o espírito de sacrifício e se quer só receber do outro antes de dar ao outro.

     A dignidade do matrimônio e a sua estabilidade é um dos temas que mais importa defender e fazer com que muitos compreendam. Pois, a saúde moral dos povos está ligada ao bom estado do matrimônio. Quando este se corrompe, podemos afirmar que a sociedade está doente, gravemente doente.

     Por isso, todos temos que rezar e velar pelas famílias com tanta urgência!

     Os que se casam iniciam juntos uma vida nova que devem percorrer na companhia de Deus. É o próprio Senhor que os chama para que cheguem a Ele por esse caminho, pois o matrimônio é uma autêntica vocação sobrenatural. Sacramento grande em Cristo e na Igreja (Ef. 5,32), diz São Paulo; sinal sagrado que santifica, ação de Jesus que se apossa da alma dos que se casam e os convida a segui-Lo, transformando toda a vida matrimonial num caminhar divino sobre a terra.

     Não esqueçamos que a primeira coisa que o Messias quis santificar foi um lar. O primeiro milagre que Jesus fez foi no Casamento, em Caná da Galiléia(Jo 2, 1-11). E que é precisamente nas famílias alegres, generosas, cristãmente sóbrias, que nascem as vocações para a entrega plena a Deus na virgindade ou no celibato. Todas elas representam um dom que Deus concede muitas vezes aos pais que rezam pelos filhos de todo o coração e com constância.

     Que as famílias possam manter-se fiéis à sua vocação em cada época da vida, “na alegria e no sofrimento, na saúde e na doença”, como prometeram no rito sacramental. Conscientes da graça recebida, possam os cônjuges cristãos construir uma família aberta à vida e capaz de enfrentar unida os numerosos e complexos desafios deste nosso tempo. Hoje, há particularmente necessidade do seu testemunho. Há necessidade de famílias que não se deixem arrastar pelas modernas correntes culturais inspiradas no hedonismo e no relativismo, e estejam prontas a realizar com generosa dedicação a sua missão na Igreja e na sociedade

     A família, tal como Deus a quis, é o lugar idôneo para tornar-se, com o amor e o bom exemplo dos pais, dos irmãos e dos outros membros do círculo familiar, uma verdadeira escola de virtudes em que os filhos se formem para serem bons cidadãos e bons filhos de Deus. É no meio da família firmemente voltada para Deus que cada um pode encontrar a sua própria vocação, aquela a que Deus o chama.

    Numa época, em que muitos procuram destruir ou desfigurar a família, é urgente proclamar o Plano de Deus sobre o Matrimônio e a Família. Não é uma norma da Igreja, é Plano de Deus, reafirmado por Cristo.

      A Missão dos pais é repetir o gesto das mães israelitas: levar seus filhos a Jesus, para que, abençoados por Ele e crescendo na sua escola, conservem a inocência e sejam um dia recebidos no reino dos Céus, preparado para eles.

    O Documento de Aparecida diz: “Cremos que a família é imagem de Deus que em seu mistério mais íntimo não é uma solidão, mas uma família. Na comunhão de amor das Três Pessoas Divinas, nossas famílias têm sua origem, seu modelo perfeito, sua motivação mais bela e seu último destino” (434).

     Na resposta aos fariseus, jesus acrescentou: “... Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe!”( Mc 10, 8-9 ). É este o projeto originário de Deus, como recordou também o Concílio Vaticano ll, na Constituição Gaudium et Spes: “A íntima comunidade conjugal de vida e amor foi fundada e dotada de leis próprias pelo Criador; baseia-se na aliança dos cônjuges... o próprio Deus é o autor do Matrimônio” ( n. 48 ).

    Na Exortação Apostólica FamiliarisConsortio, São João Paulo ll escreveu que o “Sacramento do Matrimônio constitui os cônjuges e os pais cristãos testemunhas de Cristo “até aos confins do mundo”, verdadeiros e próprios “missionários” do amor e da vida” (cf. n. 54 ). Esta missão é direta quer no interior da família – especialmente no serviço recíproco e na educação dos filhos – quer no exterior: de fato, a comunidade doméstica está chamada a ser sinal do amor de Deus para com todos. Trata-se de uma missão que a família cristã só pode realizar se estiver amparada pela Graça divina. Por isto é necessário rezar incessantemente e perseverar no esforço quotidiano para manter os compromissos assumidos no dia do Matrimônio.

      A família é insubstituível para a serenidade pessoal e para a educação dos filhos.

    A família é um dos tesouros mais importantes dos povos, é patrimônio da humanidade inteira. “O futuro da humanidade passa pela família” (São João Paulo II).

A HOMILIA DOMINICAL é semanalmente encaminhada ao blog pelo nosso querido Monsenhor José Maria Pereira, grande incentivador do Movimento das Equipes de Nossa Senhora e a quem agradecemos a pesquisa e o envio do texto).


MONSENHOR JOSÉ MARIA PEREIRA
SCE da Região RIO II

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

HOMILIA DOMINICAL

XXVI DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO B
(30/09/2018)




MISSÃO DE TODOS




O Evangelho (Mc 9,38-48), relata-nos que João aproximou-se de Jesus para dizer-lhe que tinham visto uma pessoa que expulsava os demônios em nome d’Ele. Como não era do grupo que acompanhava o Mestre, tinham-no proibido de fazê-lo.Jesus respondeu-lhes:”Não o proibais, pois ninguém faz milagres em meu nome para depois falar mal de mim. Estão com ciúme! Jesus reprova a intransigência e a mentalidade exclusivista e estreita dos discípulos, e abri-lhes o horizonte e o coração para um apostolado universal, variado e diversificado.

Diz Jesus: “Quem não é contra nós é a nosso favor.” E, para testemunhar que tudo aquilo que se faz em Seu nome tem sempre algum merecimento, acrescenta: “Se alguém vos der a beber um copo de água, porque sois de Cristo, não ficará sem receber a sua recompensa.” A mais insignificante obra de misericórdia feita por amor a Cristo terá a recompensa, ainda que seja feita por alguém que ainda não pertence à comunidade. E, se é feita em favor dos irmãos ou de quem, na Igreja, é representante do Senhor, Ele aceitará e recompensará como se fosse feita a Si mesmo (Mt 10, 40-42).

Vale a pena destacar e refletir mais no Evangelho de hoje: Um fulano que não era um dos seguidores de Jesus, e tinha expulso demônios no seu nome. O apóstolo João, jovem e zeloso como era, queria impedi-lo, mas Jesus não permitiu que João impedisse o fulano de expulsar demônios e, aliás, inspira-se naquela ocasião para ensinar aos seus discípulos que Deus pode realizar coisas boas e até prodigiosas, mesmo fora do seu círculo, e que se pode colaborar para a causa do Reino de Deus de vários modos, também oferecendo um simples copo de água a um missionário ( Mc 9, 41 ). A este propósito, Santo Agostinho escreve: “Como na Católica  -- ou seja, na Igreja – é possível encontrar o que não é católico, assim fora da Católica pode existir algo de católico” ( Agostinho, Sobre o batismo contra os donatistas: PL 43, Vll, 39, 77 ). Por isso, os membros da Igreja não devem ter inveja, mas alegrar-se se alguém fora da comunidade realiza o bem em nome de Cristo, contanto que o faça com intenção reta e com respeito. Também no interior da própria Igreja, às vezes pode acontecer que haja dificuldade de valorizar e apreciar, num espírito de profunda comunhão, as coisas boas realizadas pelas várias realidades eclesiais. No entanto, todos nós devemos ser sempre capazes de nos apreciarmos e estimarmos reciprocamente, louvando o Senhor pela “fantasia” infinita com que Ele age na Igreja e no mundo.

Quem vos der a beber um copo de água porque sois de Cristo, não ficará sem receber a sua recompensa, disse Jesus. O valor e o mérito das obras boas está principalmente no amor a Deus com que se realizam: “Um pequeno ato, feito por Amor, quanto não vale!” (Caminho, 814). Deus recompensa, sobretudo, as ações de serviço aos outros, por pequenas que pareçam: “Vês esse copo de água ou esse pedaço de pão que uma mão caritativa dá a um pobre por amor de Deus? Pouca coisa é na realidade e quase não estimável para o juízo humano; mas Deus recompensa-o e concede imediatamente por isso aumento a caridade” (Tratado do amor de Deus, livro 3, cap. 2).

Jesus, depois de ter ensinado a obrigação de evitar o escândalo aos outros, coloca agora as bases da doutrina moral cristã sobre a ocasião de pecado; a doutrina do Senhor é imperiosa: o homem está obrigado a afastar e evitar a ocasião próxima de pecado, como o próprio pecado, segundo o que já tinha dito Deus no Antigo Testamento: “Que ama o perigo nele cairá” (Eclo 3, 27). O bem eterno da nossa alma é superior a qualquer estima de bens temporais. Portanto, tudo aquilo que nos põe em perigo próximo de pecado deve ser cortado e arrancado de nós. Esta forma de falar – tão gráfica- do Senhor deixa bem claro a gravidade dessa situação.

Nós, cristãos, não temos mentalidade de partido único, de quem condena formas apostólicas diferentes daquelas que, por formação e modo de ser, se sente chamado a realizar. A única condição -- dentro da grande variedade de modos de levar Cristo às almas – é a unidade no essencial, naquilo que pertence ao núcleo fundamental da Igreja.

Quais os critérios para discernirmos se uma determinada associação mantém a comunhão com a Igreja? Entre os critérios, diz o São João Paulo II, encontra-se a primazia que se deve dar à vocação de cada cristão para a santidade, que tem como fruto principal a plenitude de vida cristã e a perfeição da caridade. Neste sentido, as associações de leigos estão chamadas a ser instrumento de santidade na Igreja.

Outro critério apontado pelo Papa é o apostolado, que deve antes de mais nada proclamar a verdade sobre Cristo, sobre a Igreja e sobre o homem, em filial obediência ao Magistério da Igreja que a interpreta autenticamente. Trata-se de uma participação no fim sobrenatural da Igreja, que tem como objetivo a salvação de todos os homens. Todos os cristãos participam desse único fim missionário.

Se somos cristãos verdadeiros, embora às vezes sejamos muito diferentes uns dos outros, nos sentiremos comprometidos a levar para Deus a sociedade em que vivemos e da qual fazemos parte. E nos será fácil aceitar modos de ser e de atuar bem diferentes dos nossos. Como nos alegramos de que o Senhor seja anunciado de formas tão diversas! Isto é o que realmente importa: que Cristo seja conhecido e amado.

O Evangelho (Boa Nova) deve chegar a todos os cantos da terra! E para o cumprimento desta tarefa, o Senhor conta com a colaboração de todos: homens e mulheres, sacerdotes e leigos, jovens e anciãos, solteiros e casados, religiosos… conforme tenham sido chamados por Deus, com iniciativas que nascem da riqueza da inteligência humana e do impulso sempre novo do Espírito Santo.

Todo cristão é chamado a dilatar o Reino de Cristo, e qualquer circunstância é boa para levar a cabo essa tarefa. Diz o Concílio Vaticano II: “onde quer que o Senhor abra uma porta à palavra para proclamar o mistério de Cristo a todos os homens, anuncie-se com confiança e sem cessar o Deus vivo e Jesus Cristo, enviado por Ele para a salvação de todos” (Decreto Ad Gentes,13).

“Conservemos a doce e reconfortante alegria de evangelizar, mesmo quando temos de semear entre lágrimas” (Papa Paulo VI, EvangeliiNuntiandi).

Nós, que recebemos o dom da fé, sentimos a necessidade de comunicá-la aos outros, fazendo-os participar do grande achado da nossa vida. Esta missão como se vê na vida dos primeiros cristãos, não é da competência exclusiva dos pastores de almas, mas tarefa de todos, de cada um segundo as suas circunstâncias particulares e a chamada que recebeu do Senhor.

É nesta direção que o Doc. de Aparecida nos aponta: “Conhecer a Jesus Cristo pela fé é nossa alegria; segui-Lo é uma graça, e transmitir este tesouro aos demais é uma tarefa que o Senhor nos confiou ao nos chamar e nos escolher” (A,18).

Celebramos hoje o DIA DA BÍBLIA.

A Palavra de Deus sempre nos oferece uma luz para as mais diversas situações de nossa vida. “Por isso, como discípulos e missionários de Jesus, queremos e devemos proclamar o Evangelho, que é o próprio Cristo. Os cristãos somos portadores de boas novas para a humanidade, não profetas de desventuras” (Doc. de Aparecida,30).

Inspirados na mensagem do Evangelho, por intercessão de Maria Santíssima, oremos para que saibamos alegrar-nos por cada gesto e iniciativa de bem, sem inveja nem ciúmes, utilizando sabiamente os bens terrenos na busca contínua dos bens eternos.


MONSENHOR JOSÉ MARIA PEREIRAI
SCE Região Rio II

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

ENCONTRO PROVINCIAL 2018


 



"Uma vez por ano, pelo menos, uma reunião é organizada em cada setor, região ou super-região, para reunir todos os casais que têm responsabilidade específicas no Movimento. É uma oportunidade para rezar juntos, construir a unidade e a comunhão, propor orientações, formar, encontrar os responsáveis locais do Movimento e informar-se sobre a evolução em nível regional, nacional e internacional."

GUIA DAS ENS, pág. 44


                De 21 a 23 de setembro, em Belo Horizonte, aconteceu o Encontro Anual da Província Leste das ENS.


               A Província Leste engloba as equipes dos Estados do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e do Espírito Santo, distribuídas em 11 Regiões e sessenta e dois setores.
          
               Leila e Fernando são o Casal Responsável da Província Leste e têm uma equipe de trabalho formada pelos Casais Responsáveis das Regiões, dentre eles o casal Janete e Marco Antônio, da nossa Região Rio II.

               O Encontro contou com a presença do SCE da Província, Padre Rogério, e os trabalhos se deram no melhor espírito de fraternidade e acolhida, contando, também, e principalmente, com a presença dos casais responsáveis dos setores que trazem, agora, para nós, equipistas de base, as diretrizes para a caminhada de 2019.

Segue o registro de alguns momentos: 

                









sábado, 22 de setembro de 2018

HOMILIA DOMINICAL



XXV DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO B
(23/09/2018)


QUEM É O MAIOR?





No Evangelho (Mc 9, 30-37), São Marcos relata-nos que Jesus atravessa a Galiléia com os discípulos, e pelo caminho anuncia-lhes sua paixão e morte e dá-lhes uma lição de humildade e serviço.

Dizia-lhes com toda a clareza: “O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens, e eles o matarão, e Ele ressuscitará ao terceiro dia”. Mas os discípulos, que tinham formado outra ideia acerca do futuro reino do Messias, não compreendiam estas palavras e temiam interrogá-lo. Enquanto Jesus anuncia a sua paixão um fato que nos chama a atenção é atitude dos discípulos que discutem entre si “qual deles era o maior.”

Por isso, ao chegarem a Cafarnaum, quando estavam em casa, Jesus questiona o assunto da conversa: “o que vocês estavam discutindo pelo caminho? Eles, porém, ficaram calados, pois pelo caminho tinham discutido quem era o maior.”

Como naquele momento com os apóstolos, hoje também, Jesus precisa colocar diante de nós uma criança e dizer-nos sempre de novo: “Se alguém quiser ser o primeiro, seja o último e aquele que serve a todos. Aquele que receber uma destas crianças por causa de meu nome, a mim recebe” (Mc 9, 35-36).

O que nos diz tudo isto? Recorda-nos que a lógica de Deus é sempre “outra” em relação à nossa, como o próprio Deus revelou pela boca do Profeta Isaías: “Os meus pensamentos não são os vossos, e o vosso modo de agir não é o meu” (Is 55, 8). Por isso, seguir o Senhor exige sempre do homem uma profunda conversão – de todos nós – uma mudança do modo de pensar e de viver, requer que abramos o coração à escuta, para nos deixarmos iluminar e transformar interiormente. Um ponto-chave em que Deus e o homem se diferenciam é o orgulho: em Deus não há orgulho, porque Ele é toda a plenitude e está totalmente propenso para amar e dar vida; em nós homens, ao contrário, o orgulho está intimamente arraigado e exige vigilância e purificação constantes. Nós, que somos pequeninos, aspiramos a parecer grandes, a ser os primeiros; enquanto Deus, que é realmente grande, não tem medo de se humilhar e de se fazer último.

Jesus não nega o desejo existente no coração humano de ser grande, de ser o primeiro. Dá, porém, a chave para consegui-lo. Trata-se de imitar o Filho do Homem no seu mistério pascal. Morrer e ressuscitar, entregando-se por amor. Para ser o primeiro devemos ser o último, aquele que serve a todos. E para servir a todos é preciso morrer a si mesmo, aos próprios interesses, aos critérios de poder e de grandeza humanos.

Servir a todos é acolher a uma criança pelo valor que nela existe, é empregar tempo no serviço àqueles que como uma criança no tempo de Cristo, e hoje, não têm importância, não podem dar recompensa, não têm meios de compensar as nossas ações feitas.

Quem entendeu realmente este ensinamento de Jesus Cristo, começa a ver as coisas de modo diferente. Não mais na visão meramente humana. Em vez de pensar em si mesmo, começa a ver a necessidade do próximo.

Para alcançarmos essa meta, para termos a visão sobrenatural das coisas, dos acontecimentos, precisamos da virtude da humildade. O que considera pouca coisa diante de Deus, o humilde, vê; o que está contente com o seu próprio valor não percebe o sobrenatural.

A humildade não é mais uma virtude. É a virtude básica! “Pela senda da humildade vai-se a toda parte…, fundamentalmente ao Céu.” (Sulco, 282).

Acredito ser oportuno meditar, fazer um exame de consciência para saber como estamos vivendo a virtude da humildade.

Os santos nos ensinam a adquirir a virtude básica de nossa vida cristã!

“Deixa-me que te recorde, entre outros, alguns sinais evidentes de falta de humildade:

- pensar que o que fazes ou dizes está mais bem feito ou dito do que aquilo que os outros fazem ou dizem; – querer levar sempre a tua avante;
-discutir sem razão ou – quando a tens – insistir com teimosia e de maus modos;
-dar o teu parecer sem que to peçam, ou sem que a caridade o exija;
-desprezar o ponto de vista dos outros;
-não encarar todos os teus dons e qualidades como emprestados;
-não reconhecer que és indigno de qualquer honra e estima, que não mereces sequer a terra que pisas e as coisas que possuis;
-citar-te a ti mesmo como exemplo nas conversas;
-falar mal de ti mesmo, para que façam bom juízo de ti ou te contradigam;
-desculpar-te quando te repreendem;
-ocultar ao Diretor algumas faltas humilhantes, para que não perca o conceito que faz de ti;
-ouvir com complacência quando te louvam, ou alegrar-te de que tenham falado bem de ti;
-doer-te de que outros sejam mais estimados do que tu;
-negar-te a desempenhar ofícios inferiores;
-procurar ou desejar singularizar-te;
-insinuar na conversa palavras de louvor próprio ou que deem a entender a tua honradez, o teu engenho ou habilidade, o teu prestígio profissional…;
-envergonhar-te por careceres de certos bens…(São Josemaria Escrivá, Sulco, 263).

Deus resiste aos soberbos! “… dispersou os que têm planos orgulhosos… e exaltou os humildes” (Lc 1, 51-52).

Peçamos continuamente: “Jesus manso e humilde de coração fazei o nosso coração semelhante ao vosso”.

“Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último de todos e aquele que serve a todos” (Mc 9, 35).

Maior é aquele que serve! Na comunidade cristã, a única grandeza é a grandeza de quem, com humildade e simplicidade, faz da própria vida um serviço aos irmãos.

Aquilo que nos deve mover é a vontade de servir e de partilhar com os irmãos os dons que Deus nos concedeu.

A HOMILIA DOMINICAL é semanalmente encaminhada ao blog pelo nosso querido Monsenhor José Maria Pereira, grande incentivador do Movimento das Equipes de Nossa Senhora e a quem agradecemos a pesquisa e o envio do texto).


MONSENHOR JOSÉ MARIA PEREIRA
SCE Região Rio II

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

COMO FOI O ENCONTRO DE EQUIPES NOVAS DA REGIÃO RIO II



ENCONTRO DE EQUIPES NOVAS DA REGIÃO RIO II

        


    A Paróquia de Araras, em Petrópolis, RJ, nos dias 15 e 16 de setembro, recebeu 17 casais equipistas dos Setores de Itaipava, Volta Redonda e Nova Friburgo para o Encontro de Equipes Novas.








  
     O Casal Responsável da Região Rio II, Janete e Marco Antônio, e o Pároco da Igreja de Nossa Senhora de Lourdes - Araras - SCE do Setor Itaipava, Padre Alexandre Brandão, foram os anfitriões desse importante momento de formação para os casais que findaram há dois anos, pelo menos, o caminho da Pilotagem.

  O Encontro foi ministrado pela Equipe Formadora da Província Leste com intensa Formação e muitas orientações sobre a vida de Equipe,  flash voltados para os casais reviverem o período de descoberta do Movimento, que foi o período da Pilotagem, reuniões de equipes mistas, além de orientações para a preparação do Roteiro da Reunião de Equipe e muitas orações.











        O Encontro contou, também, com a presença do Monsenhor Paulo Daher, grande incentivador do Movimento.






    Destacamos, por importante, que a Equipe 07 (Nossa Senhora de Fátima) participou do EEN com todos os seus membros e deixou um belo testemunho que reproduzimos abaixo:


"Foi com imensa alegria q pudemos participar  desse fim de semana de formação  e conhecimento  acerca do Movimento. Não  se pode amar o que não  se conhece. Tivemos a graça  de buscar  formação conjugal em EQUIPE.  Sim... todos  estiveram presentes! Isso fortaleceu nossa vida conjugal, pois a cada tema estudado, partilha  e troca entre irmãos  equipistas de outras dioceses, pudemos perceber que ESSE É  O CAMINHO! Queremos  continuar nessa caminhada na certeza que a vida conjugal é  maravilhosa. Tendo ferramentas  para enriquecê-la então, nos motiva  e alegra ainda mais. Somos muito felizes e gratos a Deus, pelo Movimento e a Equipe 07  em nossas vidas. Esse é  o caminho da santidade!"  
Eliene e Gustavo Xavier❤





O PODEROSO FEZ EM MIM MARAVILHAS E SANTO É O SEU NOME!!!

MISSA MENSAL DE SETEMBRO NA POSSE



ACONTECEU A MISSA MENSAL NA POSSE



No domingo, 16 de setembro, foi celebrada, na Posse, a Missa Mensal das Equipes de Nossa Senhora do Setor Itaipava.

Fomos recebidos pelo SCE Padre Jorge, da Equipe 6 (Nossa Senhora das Graças) que, com muita simpatia e carinho, acolheu os equipistas para esse encontro privilegiado com a Eucaristia.

Padre Jorge reservou um bom trecho de sua homilia para partilhar a alegria de ser equipista, confessando que, se pudesse, gostaria de ver todos os casais da Igreja dentro do Movimento.

Disse da necessidade de todos nós reconhecermos as dificuldades da caminhada cristã neste mundo para sermos melhores maridos e melhores esposas, estando atentos às armadilhas do inimigo que quer afrontar o matrimônio.

Deu espaço, também, ao final, para que Roney (da Paulane) CRS, desse um breve recado a todos os paroquianos, de quanto é bom sermos equipistas, estendendo este convite a todos.

Registramos, por importante, que, pela segunda vez consecutiva, compareceram à Missa amigos da Experiência Comunitária de Três Rios. Desta vez, Suelen e Aquiles. 



Abaixo, segue o registro dos momentos da Missa, agradecendo, desde já, aos amigos da Posse!