segunda-feira, 7 de abril de 2014

Missa Mensal - Dia 06/04/2014




Domingo foi celebrada a Missa Mensal do Setor Itaipava, na Igreja Paróquia São José de Itaipava.
O Padre João Rosa nos acolheu com muita alegria, e tivemos a oportunidade de orar por todos os equipistas do nosso setor.


São José intercedei por nós!!!






Janete e Marco Antonio | CRS - Setor Itaipava

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Homilía dominical dia 06/04/2014 Jo 11, 1-45


Jesus e a Morte
Mons. José Maria Pereira

         Neste domingo a própria liturgia nos dá a chave para compreender o texto evangélico de Jo 11,1-45 : Jesus se apresenta como o SENHOR DA VIDA. No prefácio da Missa se diz: “Verdadeiro homem, Jesus chorou o amigo Lázaro. Deus vivo e eterno, ele o ressuscitou, tirando-o do túmulo. Compadecendo-se da humanidade, que jaz na morte do pecado, por seus sagrados mistérios ele nos eleva ao reino da vida nova.”

A doença e a morte do amigo Lázaro constituem ótima oportunidade para uma profissão de fé em Jesus Cristo, que se apresenta como a Ressurreição e a Vida.

Entre as ressurreições operadas por Cristo, a de Lázaro tem uma importância fundamental, pois se trata de um morto que está no sepulcro há quatro dias. A resposta dada por Jesus àqueles que Lhe anunciam a doença de Lázaro: “Essa doença não leva à morte; é antes para a glória de Deus” (Jo 11,4): A glória de que fala Cristo, diz Santo Agostinho, “não foi um ganho para Jesus, mas proveito para nós. Portanto, diz Jesus que a doença não é de morte,porque aquela morte não era para morte, mas antes em ordem a um milagre, pelo qual os homens cressem em Cristo e evitassem assim a verdadeira morte.” É encantador o diálogo entre Jesus e Marta: “Disse Marta a Jesus: Senhor, se estivesses aqui, meu irmão não teria morrido. Mas, mesmo assim eu sei que o que pedires a Deus, Ele te concederá. Disse-lhe Jesus: Teu irmão ressuscitará. Eu sei , disse Marta, que ele ressuscitará na ressurreição, no último dia! Disse-lhe Jesus:Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim não morrerá jamais! Crês isto? Disse ela: Sim, Senhor, eu creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus que devia vir ao mundo” (Jo 11, 21-27).

Segundo Santo Agostinho, o pedido de Marta é um exemplo de oração confiante e de abandono nas mãos do Senhor que sabe melhor que nós o que nos convém.       
Por isso, “não Lhe disse: Rogo-Te agora que ressuscites meu irmão (...) Somente disse: Sei que tudo podes e fazes tudo o que queres; mas fazê-lo fica ao Teu juízo, não aos meus desejos.”        

 “Eu sou a ressurreição e a vida ...” (Jo 11, 25). Estamos diante de uma das definições concisas que o Senhor deu de Si mesmo! É a ressurreição porque com a Sua Vitória sobre a morte é causa da ressurreição de todos os homens. O milagre que vai realizar com Lázaro é um sinal desse poder vivificador de Cristo. Assim, pela fé em Jesus Cristo que foi o primeiro a ressuscitar de entre os mortos; o cristão está seguro de ressuscitar também um dia, como Cristo (1 Cor 15,23; Col. 1,18). Por isso para quem tem fé a morte não é o fim, mas a passagem para a vida eterna, uma mudança de morada como diz um dos Prefácios da Liturgia dos defuntos: “Senhor, para os que crêem em vós, a vida não é tirada, mas transformada. E, desfeito o nosso corpo mortal, nos é dado nos céus, um corpo imperecível.”

“ E Jesus chorou” (Jo 11, 35). Podemos contemplar a profundidade e delicadeza dos sentimentos de Jesus. Se a morte corporal do amigo arranca lágrimas ao Senhor, que não fará a morte espiritual do pecador, causa da sua condenação eterna? Disse Santo Agostinho: “ Cristo chorou: chore também o homem sobre si mesmo. Por que chorou Cristo senão para ensinar o homem a chorar?” Choremos nós também, mas pelos nossos pecados, para que voltemos à vida da graça pela conversão e pelo arrependimento. Não desprezemos as lágrimas do Senhor, que chora por nós, pecadores. Disse São Josemaria Escrivá: “Jesus é teu amigo.                                             - O Amigo. - Com coração de carne, como o teu. – Com olhos de olhar amabilíssimo, que choraram por Lázaro... E tanto como a Lázaro, quere-te a Ti” (Caminho, nº 422).

Ao aproximar-se a Páscoa, o relato da ressurreição de Lázaro é uma exortação para que nos libertemos, cada vez mais, do pecado, confiando no poder vivificador de Cristo que quer tornar os homens participantes de Sua própria ressurreição.

Santo Agostinho vê na ressurreição de Lázaro uma figura do Sacramento da Penitência (Confissão): como Lázaro do túmulo “sais tu quando te confessas. Pois, que quer dizer sair senão manifestar-se como vindo de um lugar oculto? Mas para que te confesses, Deus dá um grande grito, chama-te com uma graça extraordinária. E assim como o defunto saiu ainda atado, também o que se vai confessar ainda é réu. Para que fique desatado dos seus pecados disse Senhor aos ministros: Desatai-o e deixai-o andar. Que quer dizer desatai-o e deixai-o andar? O que desligares na terra, será desligado no céu”.

Podemos aplicar esse fato à ressurreição espiritual da alma em pecado que recobre a graça. Deus quer a nossa salvação (1 Tm 2,4), portanto, jamais havemos de desanimar no nosso afã e esperança por alcançar essa meta: “Nunca desesperes. Morto e corrompido estava Lázaro: já fede, porque há quatro dias que está enterrado (Jo 11, 3-9), diz Marta a Jesus.    

                                                                                                       “Se ouvires a inspiração de Deus e a seguires (Lázaro vem para fora!), voltarás à Vida” (Caminho, nº 719).

Pela fé em Jesus Cristo, Vida e Ressurreição, resolve-se a questão mais fundamental do homem: a vida. Jesus nos garante: “ Eu sou a Ressurreição e a Vida. Quem crê em Mim, mesmo que morra, viverá.

Que a Quaresma nos ajude na conversão rumo à Páscoa! Como discípulos missionários ajudemos os muitos Lázaros que estão no sepulcro, esperando por quem grite: “Lázaro, vem para fora”!

Agora há um Salvador! Há Jesus Cristo entre nós. Ele está diante de nós e nos chama como a Lázaro: Vem para fora! Vem para fora de tua indiferença, de tua preguiça, de teu egoísmo, da desordem em que vives; vem para fora de tua dissipação, de teu desespero. As palavras proféticas de Ezequiel 37,12-14, se tornam com Cristo uma realidade: “ Eis, vou abrir vossos sepulcros, ó povo meu... Infundirei meu espírito em vós e revivereis”.

Podemos dizer como Tomé: “Vamos também nós morrer com Ele (Jo 11,16); morrer aos nossos pecados, vamos nos converter para ressuscitar com Ele como criaturas novas, purificados pelo seu sangue e  pelo perdão que nos dá mediante a Igreja.
 



terça-feira, 1 de abril de 2014

RETIRO ANUAL DAS ENS SETOR ITAIPAVA


                                                    Imagem de Nosso Senhor do Bonfim



























Nos dias 29 e 30 de março foi realizado o nosso Retiro anual das Equipes de Nossa Senhora – Setor Itaipava.
Foram momentos que não temos palavras para expressar a alegria da entrega de cada casal participante nas mãos do Senhor Jesus.
Pudemos ver no sorriso de cada casal a felicidade que é estar junto de Deus.

Fizemos um momento mariano maravilhoso, Nossa Senhora Aparecida, Rogai por nós!

Monsenhor José Maria nos falou sobre o “EVANGELII GAUNDIM”, a “Alegria do Evangelho”.
Só podemos agradecer a todos os participantes, a todos que oraram pelo Retiro, a dedicação de Monsenhor José Maria e sobretudo a presença de Jesus em nosso meio.

Obrigado Senhor Jesus!

Janete e Marco Antônio.
CRS - ITAIPAVA

Reunião Equipe Pilotagem N. Sra. de Guadalupe

Pe. Thiago SCE

Uma equipe, uma benção!










Reunião da Equipe em pilotagem pelo casal Valéria e Carlinhos, que nos receberam em sua casa e apresentação do SCE Pe. Thiago (Araras).

Nossa Senhora de Guadalupe, rogai por todos nós!

Janete e Marco Antônio.
CRS - Itaipava

 

sexta-feira, 28 de março de 2014

Homilía Dominical dia 30/03/2014 Jo 9, 1-41



            

Jesus e o Cego
Mons. José Maria Pereira

            Celebrando o 4º Domingo da Quaresma, o Evangelho (Jo 9, 1-41) nos apresenta o tema da Luz.                                                                                                                      Jesus unge os olhos do cego de nascença com lama feita a partir da saliva. Jesus como que inicia com um rito. Toca os olhos do cego, concedendo-lhe a visão. E, aos poucos no diálogo com ele, vai-lhe despertando a fé. E o cego acaba vendo, à luz da fé, que Jesus é o Filho do Homem. Acaba dando testemunho dele.                                         A cura do cego descreve o processo da fé de um homem, que vai passando das trevas da cegueira, para a luz da visão, e desta para a Luz da fé em Cristo.                      O “Cego” é um símbolo de todos os homens que renascem pela fé, acolhendo Jesus (no Batismo) e deixando-se conduzir pela sua palavra.                                                            Tudo começa por uma pergunta dos discípulos a Jesus: “Por que esse homem nasceu cego?” ”Quem pecou para que nascesse cego: ele ou seus pais?” (Jo 9,2). Jesus responde: “Nem ele, nem seus pais pecaram...” (Jo 9,3). Com essa resposta Jesus lembra o que os profetas já combatiam que era uma crença popular antiga que pensavam que o cego estava pagando pelos seus pecados ou dos seus antepassados. Trata-se de uma crença errada, semelhante ao absurdo da reencarnação. Esta é uma crença espírita, não é cristã. A Palavra de Deus nos diz: “os homens morrem uma só vez, depois vem o juízo” (Hb 9,27). A reencarnação é uma injustiça! É negar a obra redentora de Cristo e afirmar que é o próprio homem que se salva, por etapa, cada vez mais que se reencarna. É a onda do reciclável, como lixo.                                                                                               “Nem ele, nem seus pais pecaram...”. Com isso Jesus quer nos ensinar que os segredos da vida pertencem a Deus! Se crermos no seu amor, se nos abandonarmos nas suas mãos, a maior dor, o mais inexplicável sofrimento pode ser confortado pela certeza de que Deus está conosco e nos fortalece. “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” Até na dor e no sofrimento Deus está presente.                                                                         O mundo hedonista, consumista e superficial não compreende isso!                          O cego é questionado pelas autoridades sobre a origem de Jesus. E ele mostra-se livre (diz o que pensa...); corajoso (não se intimida); sincero (não renuncia à verdade); suporta a violência( é expulso da Sinagoga).                                                                                     Antes de se encontrar com Jesus, o cego é um homem prisioneiro das “trevas”, dependente e limitado. “Não sabe quem o curou...”                                                                       Finalmente, encontrando-se com Jesus, que lhe pergunta: “Acreditas no Filho do Homem”, manifesta a sua adesão total: “Creio, Senhor”. Prostra-se e O adora. O caminho de fé do cego é um itinerário para todo cristão!                                                               São Josemaria Escrivá, em Amigos de Deus, nº 193, diz: “Que belo exemplo de firmeza na fé nos dá este cego! Uma fé viva, operativa. É assim que te comportas com os mandatos de Deus, quando muitas vezes estás cego, quando nas preocupações da tua alma se oculta a luz? Que poder continha a água, para que os olhos ficassem curados ao serem umedecidos? Teria  sido mais adequado um colírio desconhecido, um medicamento precioso preparado no laboratório de um sábio alquimista. Mas aquele homem crê, põe  em prática o que Deus lhe ordena e volta com os olhos cheios de claridade”.                                                                                                                                     Nesta Quaresma, somos convidados a viver a experiência catecumenal, renovando o nosso Batismo, mediante o Sacramento da Penitência (Confissão).                                Quanto mais buscamos Jesus como Luz, mais nossa vida terá sentido. O nosso comportamento de cristão deve ser testemunho do Batismo recebido; devemos testemunhar com as obras que Cristo é para nós, não apenas luz da mente, mas também luz da vida. Não são as obras das trevas - o pecado- as que correspondem a um batizado, mas sim as obras da luz.                                                                                                             Como o cego, após o encontro com Jesus, iluminado, manifestemos a alegria de sermos cristãos!                                                                                                                                “A alegria do discípulo não é um sentimento de bem estar egoísta, mas uma certeza que brota da fé, que serena o coração e capacita para anunciar a boa nova do amor de Deus. Conhecer a Jesus é o melhor presente que qualquer pessoa pode receber; tê-lo encontrado foi o melhor que ocorreu em nossas vidas e fazê-lo conhecido com nossa palavra e obras é a nossa alegria” (DA, 29).                                                                             “ Ó Deus, luz de todo o ser humano que vem a este mundo, iluminai nossos corações com o esplendor da vossa graça, para pensarmos sempre o que vos agrada e amar-vos de todo o coração.”