quinta-feira, 7 de março de 2013
segunda-feira, 4 de março de 2013
Realizada primeira Congregação Geral: presentes 142 cardeais, 103 dos quais eleitores
Trata-se dos primeiros passos que levarão os purpurados a definir, nos próximos dias, a data do início do Conclave para eleger o novo Papa. Na coletiva com os jornalistas, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, informou que estavam presentes 142 cardeais, 103 dos quais eleitores.
Portanto, devem chegar a Roma (daqui até amanhã, terça-feira) ainda 12 cardeais eleitores: de fato, são esperados 115 purpurados para o Conclave. A Congregação Geral teve início com a oração do Veni Sancte Spiritus.
Em sua saudação, o cardeal decano Angelo Sodano falou sobre o significado deste evento. Em seguida, realizou-se a cerimônia de juramento de cada cardeal. O cardeal camerlengo Tarcisio Bertone lançou a proposta, aprovada, de que a primeira meditação da Congregação Geral desta tarde seja feita pelo Pregador da Casa Pontifícia, o frade capuchinho Pe. Raniero Cantalamessa.
Ademais, o Colégio dos cardeais aprovou a proposta do cardeal decano de enviar uma mensagem ao Papa emérito.
Outra realização da Congregação Geral da manhã desta segunda-feira foi a eleição, por sorteio, dos três assistentes do camerlengo – disse Pe. Lombardi. Na Constituição fala-se da Congregação Particular, que trata de questões de caráter mais prático, conduzida pelo camerlengo, constituída também de mais três cardeais, seus assistentes, que são sorteados entre os eleitores presentes.
Foram sorteados e, em seguida, nomeados assistentes os seguintes cardeais: Giovanni Battista Re pela Ordem dos Bispos; Crescezio Sepe pela Ordem dos Presbíteros; e Franc Rodé pela Ordem dos Diáconos.
Portanto, por três dias estes purpurados serão os três assistentes do camerlengo na Congregação Particular. Após três dias deverão ser sorteados outros três a fim de que haja uma rotatividade. Pela manhã intervieram 13 cardeais com reflexões breves, mas intensas.
Houve também um intervalo durante a primeira Congregação, que durou pouco mais de meia hora para um café: Pe. Lombardi precisou que este contexto foi também um momento significativo de contatos pessoais, de encontros, de intercâmbio, também num nível mais particular e não somente na assembléia no seu conjunto.
Portanto, é um tempo importante. Foi montado um buffet na Sala Paulo VI porque a antecâmara está ocupada pelo centro de imprensa. Os cardeais podem encontrar-se, tomar um café, repousar um pouco num clima de grande familiaridade e serenidade.
A primeira reunião dos cardeais preliminar ao Conclave – concluiu o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé – realizou-se numa atmosfera construtiva e de grande serenidade.
Portanto, trata-se de um início muito positivo, sereno e promissor de um caminho intenso que durará toda a semana. Pe. Lombardi precisou que nos próximos dias será decidida a data de início do Conclave. 4.300 jornalistas foram acreditados para o evento. (RL)
Fonte: http://pt.radiovaticana.va
SÉ VACANTE
Sé Vacante: Cardeais recebem convocação para as congregações gerais
Neste primeiro dia de Sé Vacante, o Decano do Colégio Cardinalício, Card. Angelo Sodano, enviará a carta de convocação para as Congregações Gerais, que terão início na manhã de segunda-feira, 4 de março, às 9h30. A segunda Congregação Geral se realizará na tarde desse mesmo dia, às 17h. Os cardeais brasileiros que já estão em Roma receberão a carta no Colégio Pio Brasileiro, onde estão hospedados – com exceção de Dom João Braz de Aviz, que reside no Vaticano.
Participarão das reuniões inclusive os purpurados com mais de 80 anos, e os encontros representam também uma ocasião para que os cardeais se conheçam pessoalmente. Nas congregações gerais será definida a data para o início do Conclave.
O órgão de governo da Igreja para esta fase é a Câmara Apostólica (o camerlengo, o seu vice e os auditores), que tem a função de “custodiar” os bens (espirituais e materiais) da Igreja. Durante a Sé Vacante, deixam seus cargos o Secretário de Estado, os prefeitos das Congregações, os Presidentes dos Pontifícios Conselho e os membros de todos os dicastérios curiais.
Os únicos que permanecem em seu cargo são o Penitenciário-mor (o Cardeal português Manuel Monteiro de Castro), o Vigário para a Diocese de Roma (Card. Agostino Vallini), O Arcipreste da Basílica de S. Pedro (Card. Angelo Comastri) e o Esmoleiro (Mons. Guido Pozzo). Permanecem ainda no cargo o Camerlengo (atualmente é o Card.Tarcisio Bertone), o Substituto da Secretaria de Estado (Mons. Angelo Giovanni Becciu), o Secretário das Relações com os Estados (Dom Dominique Mamberti) e os secretários dos Dicastérios vaticanos. Também ficam confirmados no cargo os Núncios e os delegados apostólicos.
Com a renúncia de Bento XVI, a Igreja pela décima vez inicia o período de sé vacante por causas diversas que não a morte de um Pontífice.
Além disso, a tradição será respeitada: além dos selos, haverá moedas para a Sé Vacante: a emissão de uma moeda de dois euros e uma moeda de prata de cinco euros. A cunhagem é feita com o símbolo do Cardeal camerlengo.
Fonte: http://pt.radiovaticana.va
sábado, 2 de março de 2013
Carta mensal eletrônica
Queridos casais equipistas
Para aqueles que gostam de ler a versão eletrônica,
já está no site a Carta Mensal de fevereiro/2013.
A versão eletrônica nos permite fazer o download e termos os textos disponíveis para estudos e formação.
Não deixem de visitar, a Carta Mensal está disponível no site http://www.ens.org.br/carta-mensal/2013/02/.
A versão em papel continuará a ser enviada para todos os equipistas cadastrados no Magnificat.
Um forte abraço,
Roseli e Aguinaldo
CRS
Aniversário MONS. JOSÉ MARIA PEREIRA
Dediquemos um instante de nosso dia para rezarmos, com carinho, pelo dom da vida de Mons. José Maria, SCE das Equipes 01 e 04, que hoje celebra mais um ano de vida, na graça de Deus!
Parabéns Monsenhor!
Grande abraço,
Roseli e Aguinaldo
CRS Itaipava
Homilia dominical - 03/03/2013
Vida Nova e Cruz...
Mons. José Maria
Pereira
O chamamento
à conversão constitui o tema central do terceiro domingo da Quaresma.
O Profeta
Ezequiel diz: “Convertei-vos, senão vós morrereis” (Ez 33,11). Deste modo uma
questão se impõe: Que significa converter-se? Trata-se, antes de tudo, da
conformidade das ações com a vontade divina, à qual cumpre uma adesão total. É
a obediência da fé.
O Papa
Bento XVI assim se expressou: “converter-se significa não viver como todo mundo
vive, não fazer o que todo mundo faz, não se sentir justificado fazendo ações
duvidosas, ambíguas ou más pelo fato de que outros assim procedem; começar a
olhar a própria vida com os olhos de Deus, portanto, procurar o bem, mesmo se
isto contesta a sociedade. Não se submeter ao julgamento dos homens, mas, sim,
à avaliação de Deus, ou em outras palavras: procurar um novo estilo de vida,
uma vida nova”. Não se trata assim de um falso moralismo, mas de não se perder
de vista a essência da mensagem de Cristo, mantendo firmemente o dom da nova
amizade, o dom da comunhão com Jesus.
No
Evangelho (Lc 13, 1-9) é forte o apelo à conversão: o texto fala de dois
acontecimentos trágicos daqueles dias: a matança de Pilatos... e a queda da
torre de Siloé: 18 mortos.
Jesus não
concorda que a desgraça é sinal do castigo de Deus, pelo contrário, é um apelo
de conversão aos sobreviventes: “Vocês pensam que eles eram mais pecadores do
que vocês? Se vocês não se converterem, morrerão todos do mesmo modo...” (Lc
13, 2-3). Palavras severas que nos fazem compreender que, com Deus, não se pode
brincar; e, no entanto, palavras que procedem do amor de Deus que, por todos os
meios, quer a salvação de todas as suas criaturas.
Conversão
não é apenas uma penitência externa, ou um simples arrependimento dos pecados;
é um convite à mudança de vida, de mentalidade, de atitudes, de forma que Deus
e os seus valores passem a estar em primeiro lugar. Significa abraçar a Cruz!
Já ensinava
o Mestre: “Se alguém quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz
e siga-me” (Mt 16,24). Não existe verdadeira conversão, nem autêntico
seguimento do Senhor sem a Cruz. As palavras de Jesus Cristo têm plena vigência
em todos os tempos, uma vez que foram dirigidas a todos os homens, pois quem
não carrega a sua cruz e me segue – diz – nos Ele a cada um – não pode ser meu
discípulo.
Carregar a
Cruz – aceitar a dor e as contrariedades que Deus permite para nossa
purificação, cumprir com esforço os deveres próprios, assumir voluntariamente a
mortificação cristã – é condição indispensável para seguir o Mestre.
“Que seria
de um Evangelho, de um cristianismo sem Cruz, sem dor, sem o sacrifício da
dor?, perguntava-se o Papa Paulo VI. Seria um Evangelho, um cristianismo sem
Redenção, sem salvação, da qual – devemos reconhecê-lo com plena sinceridade
temos necessidade absoluta. O Senhor salvou-nos por meio da Cruz; com a sua
morte, devolveu-nos a esperança, o direito à vida...” Seria um cristianismo
desvirtuado que não serviria para alcançar o Céu, pois “o mundo não pode
salvar-se senão por meio da Cruz de Cristo” (São Leão Magno).
São Paulo
escrevia que a Cruz é escândalo para os judeus, loucura para os gentios. E
mesmo os cristãos, na medida em que perdem o sentido sobrenatural das suas
vidas, não conseguem entender que só possamos seguir o Senhor através de uma
vida de sacrifício, junto da Cruz.
O Cristão
que vive fugindo sistematicamente do sacrifício, que se revolta com a dor,
afasta-se também da santidade e da felicidade, que se encontra muito perto da
Cruz, muito perto de Cristo Redentor. “Se não te mortificas, nunca serás alma
de oração” (Caminho, 172). E Santa Teresa ensina: “Pensar que (o Senhor) admite
na sua amizade gente regalada e sem trabalhos é disparate”.
Devemos
perder o medo ao sacrifício, à mortificação voluntária, pois quem quer a Cruz
para cada um de nós é um Pai que nos ama e que sabe o que mais nos convém.
O Senhor
quer sempre o melhor para nós: “Vinde a mim todos os que estais fatigados e
sobrecarregados, e eu vos aliviarei...” (Mt 11,28). Ao lado de Cristo, as
tribulações e penas não oprimem, não pesam, e, pelo contrário, levam a alma a
orar, a ver a Deus nos acontecimentos da vida.
Rumo à
Páscoa, o Senhor nos conceda a graça de uma verdadeira conversão!
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